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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
"Amo o rio. Amei-o sempre, desde a infância, o rio da minha infância e o rio de hoje, tão distante, porque era a visão do rio que me situava no mundo, no meu pequeno mundo, logo de manhã se abria a janela do quarto e aspirava o finíssimo aroma da madressilva e, também, de uma tília que teria de ser, necessariamente, frondosa, como todas as tílias que acompanham a nossa vida desde os primeiros anos até muito depois, quando as recordações são doces e ternas, porque vamos eliminando aquilo que, à força de nos magoar, aparece como uma incarnação do mal"
"Foi na aldeia, na da minha infância e igualmente na de hoje, exilado que sou, buscando a mesma cal das paredes e o mesmo sinal das rolas entre as oliveiras, que aprendi que não há uma mas várias vidas e que a cada um cabe experimentar a alegria e também a tristeza de saber que assim é, apesar da nossa vontade, que é aquilo que, normalmente, mas cedo se abandona."
Francisco José Viegas (texto), Maurício Abreu (fotografia), José Teófilo Duarte (projecto gráfico), O Ar, a Terra, a Água. O Voo dos Anjos. Um Cântico Votivo, Região de Turismo de Setúbal, 1996Legenda das Fotografias: "O Sado"; "Santa Susana".