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Há cerca de quinze dias o jornal "País" publicou uma reportagem sobre os trabalhos do escultor Chissano, abandonados a céu aberto nas instalações da encerrada fábrica Riopele, em Marracuene. Espero que essa reportagem possa ter algum efeito. Lembro que em 22 de Agosto de 2005 aqui coloquei duas entradas sobre o assunto: Chissano na Riopele 1 e Chissano na Riopele 2, testemunho do estado de abandono daquelas obras, que tinha visitado com Ídasse. Aqui coloquei e também comuniquei aos organismos estatais, tendo até conversado sobre hipotéticas instituições estrangeiras e nacionais, públicas e privadas, que poderiam ajudar na salvaguarda das obras e na resolução de hipotéticos problemas relativos à propriedade deste património. Aliás, não me parece difícil pensar em quais poderiam estar interessadas neste esforço de salvaguarda patrimonial, evidentemente simbólico pelo que capitalizável em imagem pública.

 

Há já seis anos ... A ver se é desta que alguém toma conta daquele património.

 

Aqui junto a reprodução das entradas de então, nas quais tentei explicitar o estado de desagregação que já então sofriam:

 

 

 

Na fábrica Riopele em Marracuene está colocada uma enorme escultura em madeira (mafurreira?) da autoria de Chissano, provavelmente dos anos 70. Exposta ao ar livre, sujeita às intempéries, a enorme obra está já em muito mau estado de conservação e literalmente a desfazer-se diante dos olhos dos poucos passantes (como o comprovam as fotos).

 

A fábrica, com um passado recente muito difícil, encerrou há já um ano. O Estado é um dos accionistas desta empresa, o que decerto facilitará a urgente remoção desta obra para local próprio. E seu posterior restauro. Assim o entendam instituições e potenciais mecenas.

 

 

Raro trabalho em mármore de Alberto Chissano, instalado na fábrica Riopele, Marracuene. [não conheço data da sua realização; disseram-me que provavelmente datará dos anos 70]

 

(Marracuene, fotografias de 21.8.05)

 

jpt

publicado às 16:26


2 comentários

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De jpt a 09.06.2011 às 15:35

BV V. tem razão nisso dos aplausos ao homem e do silêncio sobre a obra. Basta ver a morte de Malangatana, tantos escritos e nada sobre a obra, efectivamente sobre a obra, tudo sobre o homem

Quanto ao resto, isto: nem sequer deve ser difícil, decerto que há enquadramento legal, boas vontade. Apenas a inércia, acho eu, impede a resolução

abraço
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De Bayano Valy a 09.06.2011 às 00:10

pois é, meu caro jpt. assim vai o nosso património. aplaude-se o homem e não as suas obras.

se não conseguem mantê-las, que façam uma cooperação com um muséu qualquer que a possa pedir emprestadas e as preserve. a continuarmos assim, corremos o risco de acordar um dia e não termos nada que possa identificar as nossas obras artísticas.

abraço

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