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Uma delícia, isto de assistir a uma exibição de rua de um grupo de capoeira em plena 24 de Julho, defronte ao ícone Piripiri. Daria pano para mangas, isto dos jovens burgueses* maputenses aderirem à capoeira (é um verdadeiro movimento cultural, nesta década), um processo acarinhado por instâncias estatais brasileiras, também ideológico - em recente visita um mestre brasileiro conciliava grupos desavindos lembrando-lhes que a luta era "contra o colono". E também interessante porque outros, e muitos há, ritmos de dança "percussionada" endógenos não são urbanizados. O que não é estranho, nem apenas típico daqui. Apenas se pode notar.

Para que os puristas não se excitam convém lembrar que nessas nessas danças colectivas, ditas muitas vezes "batuques", também há o "rumba" ou o "tango", e tantas outras importadas (pelo menos assim imaginadas). Portanto, não valerá a pena apelar a essências de antanho. Apenas sorrir. (E os miúdos mexem-se, muito e bem, que é o mais importante).

*José Pacheco Pereira - que tive como (excelente) professor - acaba de botar, hoje mesmo, que só os marxistas é que usam "pequena burguesia". É certo que já passaram quase três décadas desde que dele fui aluno. Mas "embatuco" (claro, os batuques da capoeira estavam a tocar). Tenho que chamar "classe média" à pequena burguesia moçambicana? Francamente ...

jpt

publicado às 03:13


1 comentário

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De VA a 05.09.2011 às 15:16

E eu tenho de te chamar marxista? Francamente ... :)

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