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Lusofonia arquitectónica

por jpt, em 13.09.11

Há algum tempo aqui coloquei o novo miradouro da baixa de Maputo, utilizando uma fotografia que uma amiga (real) colocara no seu mural de facebook, com isso despertando um debate sobre as "valências" de tal abordagem arquitectónica. Considerei-a então uma original forma de afirmar um miradouro, mas também não sem a sentir como típica de algumas características de alguma arquitectura actual na cidade. E aqui recoloco a fotografia

 

[Fotografia Carla Ribeiro, Cruzamento Av Zedequias Manganhela com Av Alberto Luthuli]

 

A quase inocente colocação desta fotografia teve ainda um corolário. Passados alguns dias no mural-fb da AL alguns dos mais radicais dos "espoliados do Ultramar", enquanto se lançavam em loas à bondade do colonialismo português e ao esforço aperfeiçoador das gentes humanas por via da assimilação e do indigenato ("ele" ainda há alguma gente assim, pouca mas frenética na internet), exemplificavam a perfídia das independências africanas com este edifício, ali dito "arquitectura de monhé", simbolizando a incúria e a maldade que subjugaram os pobres povos ultramarinos quando privados das benesses da santa tutela. [Isto enquanto invectivavam de "filhodap..." este jpt, pois aespoliado e como tal ilegítimo habitante do Padroado].

 

E com essa memória ainda recente não deixei de a associar quando uma amiga (virtual) me enviou via facebook a seguinte fotografia, simpatia que muito lhe agradeço. Infelizmente não conhecemos o seu autor e por isso não está nem identificada nem devidamente agradecida. Está tomada de empréstimo, por assim dizer. E isso impõe-se pois, neste contexto, é um verdadeiro exemplo de arquitectura lusófona ... Como sempre a conclusão, e aqui de âmbito muito amplo, "não há nada de novo sob este céu ...".

 

 

jpt

publicado às 10:38



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