Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




...

por jpt, em 16.08.04
Resmungo sobre discussões alheias.

Cheguei a Merquior no final da universidade, pela mão do meu amigo Zé Filipe Verde. A primeira coisa que me passou foi o "The Veil and the Mask". Chegou para que de então em diante tudo o que dele encontrasse logo fizesse meu: José Guilherme Merquior era a personificação da inteligência.

Foi por causa de umas mui lidas blogodiscussões alheias, cheias das certezas da arrogância discursiva, que me lembrei deste livro



Não para recomendar a sua leitura, quem serei eu diante dos sábios faladores (e auto-denominados defensores e divulgadores da ideia). Até porque esta é uma introdução, obra primeira, nunca de chegada. Mas que excelente obra primeira, diga-se.

Trago o livro à memória apenas porque começa assim:

"Este é um livro liberal sobre o liberalismo, escrito por alguém que acredita que o liberalismo, se entendido apropriadamente, resiste a qualquer vilificação"

E não há pior instrumento de "vilificação" do que as simplificações. E, pior, quando estas se querem naturalizações. [nestas coisas a "natureza" serve de pompa para dourar o mero contraplacado]

Nos tempos que correm já devíamos saber, nós os leitores, que não há piores defensores das ideias do que os exegetas. E cansativos ainda para mais.

Já agora, quando me chegam ecos "criacionistas" da "língua primeira" natural e das nações "naturais" nem hesito, sorrio um apelo ao "alcatrão e penas". Mas quando ouço a naturalização da Economia já não sorrio. Porque aí já estamos no campo do artifício. Estatutário.

[uma entrada incompreensível para quem não lê blogotralhas sobre o liberalismo. Se o simpático leitor se encontra nesse número não se preocupe, passe à frente...]

publicado às 21:44



Bloguistas




Tags

Todos os Assuntos