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Foi ontem lançado este "Paz na Terra, Guerra em Casa". Feminismo e Organizações de Mulheres em Moçambique", de Isabel Casimiro, editado pela Promédia. O livro corresponde à sua tese de mestrado realizada em Coimbra.

Não costumo mostrar aqui os livros que ainda não li, isto não é um jornal. Mas isso nem regra é, será talvez mania, daí que nem preciso de me desculpar com a "excepção à regra". Aqui fica a notícia, o tema é deveras interessante, a autora é boa amiga, a capa é bonita e o título sugestivo, "Paz na Terra, Guerra em Casa", grande frase. Tudo isto chega como aperitivo. E como chamariz.

A este propósito será interessante lembrar que é já o 27º lançamento nesta colecção da Promédia dedicada a ensaios académicos. Muito sinceramente nela se incluem textos de valor desigual, mas a colecção tornou-se incontornável para quem queira ter um conhecimento sobre o Moçambique actual. E muitos vão ficando esgotados ou de difícil acesso, decerto pelo pequeno número de exemplares - julgo que o padrão de tiragem será 500 livros, o que se adequará ao mercado esperado e às disponibilidades financeiras da editora.

Todo este projecto, que terá para aí cinco anos (Machado, quando passares por aqui corrige, sff), tem sido possível pelo constante financiamento da cooperação suíça. Não estou em homenagem, mas há que referir a presença sui generis desta cooperação. Possibilita estas edições, absolutamente vitais para o mundo académico moçambicano. E vem financiando alguns trabalhos e edições de instituições estatais culturais. É uma postura interessante por dois aspectos: porque não procura intervir directamente, como é padrão na maioria das suas congéneres, mas sim induzir. E, mais historicamente, porque me parece ser esta uma via que de certa forma é de continuidade com a tipologia da presença suíça aqui desde o início do período colonial, o da associação (e antes formação via missionários) e "possibilitação" com a / da camada intelectual local. Mas aqui especulo.

Finalmente, sei que há anos, e antes deste projecto, foi proposto à cooperação portuguesa um projecto semelhante. O qual não veio a ser possível. Mas custa-me que com tanto livro editado, e de tal interesse, não tenha ainda sido tomada iniciativa de uma associação que se impõe à primeira vista (ou leitura): o viabilizar a distribuição internacional, institucional e mercantil, de parcelas destas edições.

Seria uma louvável e interessante forma de cooperação cultural. Não seria caro. E seria fácil. Pois nem teria que ser feita de forma directa pelas instituições estatais, sempre pesadas e algo inábeis nestas coisas de ligação aos mercados. Pois estão presentes em Moçambique editoras e distribuidoras portuguesas. Que poderiam ser "induzidas": palavra mágica.

publicado às 15:12


4 comentários

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De João Maia de sousa a 17.04.2011 às 19:53

É com muita saudade que volto a Nampula muitas vezes, não presencialmente, mas virtualmente através do Google.
Aí, recordo tempos que lá passei em 1970/71, pessoas, e locais marcantes.
Tive o prazer de conhecer a família Cortesão, com mais proximidade o Augusto, recordo ter estado em vossa casa algumas vezes e ter a boa sensação de sentir o lar e a família.
Recordo os bailaricos da piscina do ferroviário, as noites do Bagdad e sobretudo grandes passeios na periferia, referenciando a maravilhosa praia das chocas.
Nampula não foi só uma passagem em serviço militar, foi muito mais e que gosto de recordar.
Mutas felicidades.

João Maia
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De Aldenir Dias dos Santos a 24.04.2011 às 14:24

Cara Isabel, prazer imenso em dirigir-me à você.

Sou brasileira, começando meus estudos no doutorado sobre mulheres e acabei de comprar o vosso livro "Paz na terra e guerra em casa.....".
Vi na programação do XI CONLAB em Salvador neste ano de 2011 que estarás presente e fico muito contente, pois estarei apresentando o meu trabalho.
Poderia me enviar o seu contato academico e ou pessoal para conversarmos?
Obrigada
Aldenir
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De Antonio Florencio a 30.03.2010 às 18:21

Isabel Casimiro? Será a filha do "Dr. Casimiro e da Dona Piedade" que nos recebiam em casa, nos tratavam bem e ajudavam a esquecer uma gurra onde estavamos do lado dos "bad guys"? Será a Isabel, irmã do António e do Alfredo? Se fores, reage...

António Florêncio
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De Isabel Casimiro a 11.07.2010 às 12:14

Em resposta a António Florêncio, cujo comentário só tive conhecimento hoje, através duma amiga, gostaria de dizer:
Sim, sou filha de Pedro Casimiro médico em Nampula e de Mª da Piedade que trabalhava no Laboratório de Análises Clínicas, no mesmo prédio onde o meu pai tinha o consultório.
Os meus irmãos António Pedro, já falecido, Augusto - vive connosco em Maputo - Álvaro, que vive em Maputo e Cristiana, que dá aulas de língua Portuguesa em Kuala Lumpur.
3 irmãos vivendo em Moçambique, Maputo, desde que saímos de Nampula.
Gostaria de saber também de si, pois devo confessar que não me lembro do seu nome - a memória dos nomes trai-nos muitas vezes...

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