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por jpt, em 15.03.08

Falso alarme: no Quase em Português grande ofensa pela intromissão estatal em Portugal na actividade de inculcar metais em corpos alheios e de impregnar de tinta as peles alheias. Afinal é uma mera medida higiénica para regular a actividade comercial. Ainda não é desta que se encerra a actividade e se prendem tatuados e espetados. Portugal, um país onde num restaurante não me posso servir de um galheteiro mas posso ser servido por um indivíduo pejado de metais salientes. Pobre, vil, e materialista, noção de higiene. E não há qualquer argumentação racional que sustente isto. (A crítica do evolucionismo etnocêntrico da velha noção "civilização" veio a dar nisto).

Grupos de pressão: por falar de argumentação racional, como explicar o apoio ao movimento social constante defendendo a justa causa da liberdade dos homossexuais - e neste particular caso urge assinar esta petição pela vida de um perseguido iraniano - e a perseguição, inclusive prisional, aos casais "incestuosos"? Mera hipocrisia - em particular daqueles que virão, mui cônscios das causas próprias, dizer "ah, mas não é a mesma coisa". Não é?

Adenda: Sobre "piercings" e isso um comentário de "Lowlander" colocado no Quase em Português: "Se o Estado regulamenta fortemente os produtos cosmeticos que diversas companhias comercializam e que sao utilizados individualmente e no conforto e privacidade dos nossos lares para garantir que, confortavelmente, nao nos envenenamos demasiado depressa, porque diabo de razao que um piercing (que e um procedimento cirurgico de colocacao de uma protese) nao deve tambem ser regulado por forma a defender a saude dos consumidores desse produto e se tem subitamente o absurdo estatuto de "liberdade individual"?". Ponto final parágrafo.

publicado às 16:05


15 comentários

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De jpt a 17.03.2008 às 12:19

Bem - que estou a ficar velho é uma realidade inultrapassável. E não é recente o processo. Aliás o episódio que aqui re-lembro é de tempos bem recuados deste já longo processo. Quanto ao resto - a. felizmente que não pertenço ao exército holandês. Quanto ao alemão ainda pertenço menos, valha-me nossa senhora de fátima. Aliás, dificilmente me imagino garboso pertencente a qualquer instituição similar. b. como avanço na resposta ao comentário do lutz esta é uma blogoconversa já velha, um "nicho" (como se diz agora) de blogs a discutirem as fluídas fronteiras do socialmente admissivel. Não a vou sumariar aqui, mas insisto, acabamos sempre na definição de limites/fronteiras segundo os princípios/preconceitos/estética-moral de cada um. Há quem assuma isso, há quem o esconda e afirme a liberdade absoluta que nega em actos e sentires. E há quem nem sequer perceba. É aos segundos que chamo desonestos, princpalmente quando se aprochegam mui "reflexivos". c. como é uma velha questão, sobre muitos assuntos (e como se vê até os piercings já andaram aqui) lembro uma resposta ao caro jpn (www.respiraromesmoar.blogspot.com/) que ficou neste texto (http://ma-schamba.com/roupa-velha/1182/#comments).

Em suma, o mais fácil é um gajo rematar que o outro é um conservador Porque um gajo não conservador é um tipo que anda na moda - dá um bocado trabalho, ainda para mais quando as modas naõ sõa iguais em todo o lado, pese a globalização (essa malandra, mas que pelo menos nos ajuda a não sermos conservadores - sabemos ao chegar a um sítio novo qual é o piercing do ano. Imagino que não havia essa malandra, um gajo chegava e a moda era empastar os pelos com ranho fresco e a gente enojava-se e protestava. Fascista com acento, diriam logo os enranhados. E os intelectuais de lá, convictos que a liberdade é enranhar-se. Conservador? Foda-se

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