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Ernie Pike

por jpt, em 17.09.08

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É também o peso, em particular das edições de capa dura, que inibe a aquisição e importuna o transporte transcontinental de todo este Ernie Pike (Casterman), de Hugo Pratt e Hector German Oesterheld. Veio o tomo 4 dos cinco que julgo publicados.

Polémica ultrapassada sobre a sua autoria - o reconhecimento do papel autoral de Oesterheld não foi imediato nas edições europeias - fica o importante: pequenas histórias de guerra (a II Mundial, a da Coreia), heróis soldados anónimos, gente que afinal não é tão má como o poderia ser, alguns explorados que não são tão bons como tantos os gostam de pintar. Poesia de paz em caminhos muito únicos. O de haver algo de humano, portanto inesperado, nesses que se encontram em situações limites.

Depois há um interesse suplemantar. A recusa da teleologia daqueles que vêm a obra de Pratt como um caminho para chegar a Corto. Vale por si mesmo.

Ou seja, a exigir novas remessas destas capas duras.

publicado às 00:25


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