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[Nelson Saúte, Escrevedor de Destinos, Ndjira, 2008]

Mais um atrevimento de Nelson Saúte. 36 "cartas" com destinatário afixado, crónicas em forma epistolar chamou-lhes avisadamente o poeta António Pinto de Abreu, também já memória autobiográfica de Nelson Saúte, traçando diálogo com as personagens que lhe foram marcos (Nogar, Craveirinha, Knopfli - do qual foi, com Francisco Noa, aqui paladino -, Noémia de Sousa, Albino Magaia, etc.) mas também que lhe são companheiros (como p. ex. Gemuce ou Simões, artistas trazidos para o "lado de cá" do mundo das letras). Com isto traçando um quadro, bem mais polémico do que a suavidade da forma deixa entrever em primeira leitura, do que vem sendo Moçambique. Arriscando até ser (ascender a?) cartilha de acção.

publicado às 02:01


2 comentários

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De jorge a 31.10.2008 às 18:54

estou curioso, o saute sempre atras de personagens de marco, ainda que ele sabe fazer bem e literalmente agradavel.
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De João Brito Sousa a 21.10.2010 às 20:38

Meu caro Autor de Escrevedor de Destinos.

Viva.
Sou escritor. Talvez, melhor, escrevedor. Gostava de trocar umas experiências literárias com o senhor. O meu último livro é passado ao tempo da primeira República e chama-se "COMO SE GOSTASSE". E escrevo crónicas para os jornais. Como esta que aí vai.

GUSTAVE FLAUBERT
Por João Brito Sousa

PEQUENOS TÓPICOS SOBRE A OBRA “EDUCAÇÃO SENTIMENTAL”

GF escreveu “A Educação Sentimental”, que é hoje considerado como um dos principais romances franceses do século XIX, a par de algumas obras de Balzac e do “Vermelho e o Negro” de Stendhal.

Aquando da sua publicação em 1869 a crítica acolheu o livro com alguma frieza e falou-se de obra falhada sobre a vida de falhados.

A Educação Sentimental tem como herói um jovem estudante, Frederico Moreau, que , mercê de uma herança, vai tentar a sorte em Paris. Após algumas tentativas inábeis, consegue introduzir-se na aristocracia financeira da capital, nos círculos políticos radicais e no mundo da boémia.

Frederico viu sempre o mundo apenas através dos seus apetites.

Um jantar na cidade. o encontro de um homem em determinado local, o sorriso de uma bela mulher, podiam ter, por uma série de acções que se encadeavam umas nas outras, resultados gigantescos.

Apaixona-se tímida e platònicamente, sendo a eleita a Madame Arnoux esposa do mercador de quadros Jacques Arnoux, um indivíduo sem princípios nem escrúpulos.

Ao mesmo tempo mantém Rosanette, uma cortesã em voga e tem uma ligação com a elegante mas pouco sincera Madame Dambreux.

Por fim, Moreau, nitidamente mais pobre de ilusões e de dinheiro, regressa à sua cidadezinha provinciana para aí viver na ociosidade. A última cena do romance mostra Frederico conversando com o seu velho amigo Deslamiers, outro protagonista da obra.

Frederico Moreau, tal como o Zé Matias da minha terra. Carpinteiro de profissão, veio para Lisboa mas regressou à aldeia.

Uma bonita história de Flaubert.

É o que eu penso.



Diga-me coisas.
jbritosousa@sapo.pt

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