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Em 27.3.2011 coloquei aqui este postal dedicado às eleições do Sporting, então ocorridas. Nesta semana que antecede novas eleições recoloco-o. Porque nele me lembrava de uma das questões fundamentais do clube (a outra é a impossibilidade económica-financeira): a sua efectiva decadência sociológica. Como inverter o rumo?


 

Durante a noite de ontem leio num jornal que se esperava o maior número de sempre de participantes numas eleições do Sporting. Depois foi confirmado, o maior número de votos de sempre. Mas, como mostra a foto acima (retirada do jornal Record, ali sem indicação da autoria), os sócios do Sporting têm número de votos diferenciados consoante os anos de associativismo. Assim sendo é preciso realçar que estas eleições tiveram o maior número de votos mas não de votantes.

Disto retiro o que considero mais significante destas eleições. Lembrando que decorreram num momento de enorme crise do Sporting (financeira, desportiva e económica), que foram super-animadas com cinco candidatos, chegados com propostas sonoras (os tonitruantes nomes de Zico, Rijkaard e Van Basten, por exemplo, para além dos avatares de Abramovich). E que colheram a extrema atenção de três canais televisivos generalistas e vários canais de cabo, tantos deles com debates com os candidatos (e respectivos apoiantes, para além dos comentadores), uma pluralidade de canais radiofónicos, bem como três jornais desportivos diários, e inúmeros sítios da internet (já para não falar de blogs e do omnipresente [omnipotente?] facebook), todos esses meios centrados nas eleições do Sporting, e evidentemente apelando e induzindo à participação dos votantes.

Ainda assim as eleições do Sporting tiveram menos votantes (não menos votos, devido à ponderação que acima refiro) do que as realizadas em 1988 e 1989, onde a atenção mediática e o "aquecimento" do ambiente era bem diferente [então apenas existiam dois canais de televisão estatal, havia menos rádio, menos imprensa desportiva, e inexistia a internet]. Isto demonstra bem a redução do peso do clube na sociedade, da adesão, do fervor (por mais confusão que haja na madrugada pós-eleitoral). E ainda o envelhecimento dos sócios (mais votos pois têm mais anos de inscrição). Que a nova direcção tenha isso em conta. E que tente inverter, em Portugal e no estrangeiro, o emagrecimento do clube.

publicado às 08:29



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