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A "crise" anunciada

por jpt, em 23.03.13

 

Os visitantes mais antigos do ma-schamba lembrar-se-ão do episódio, até doloroso. Há uns anos o blog tornou-se colectivo com a entrada do António Botelho de Melo (ABM). Passados uns tempos a gente zangou-se, episódios de faca-e-alguidar ... Enfim, coisas da vida, desnecessárias (no fundo, como quase tudo o que acontece, de bom e de mal, de bonito e de feio). O ABM acabou por sair e levou os seus textos para o seu The Delagoa Bay Blog, apagando-os aqui (como era muito do seu direito, claro).

Mas estes sistemas bloguísticos são complicados e surpreendentes. Nesta passagem do ma-schamba para o sistema SAPO algumas coisas se desarranjaram, em particular a colocação de fotografias e filmes em postais mais antigos. Por isso visitei os arquivos do blog, para arranjar o que esteja deformado (é uma tarefa morosa e até insana). E nisso percebo que vários postais do ABM estão de novo visíveis. Respeitando a sua vontade tenho-os apagado, com pena, claro. Porque me lembram tempos de pré-zanga (que são sempre mais agradáveis do que os tempos pós-zangas). E pelo seu interesse, alguns deles são deliciosos (mas estão todos no seu blog, os interessados poderão seguir a ligação acima colocada). 

 E eis que nessas andaças me deparo com um seu postal, de 8 de Abril de 2010 (!!), "O Tsunami no Horizonte". Nele ABM (que é um profissional da banca de alto calibre, não fala apenas em cima do palanque do "achismo bloguístico") cita longamente um estudo sobre a economia europeia e portuguesa. E junta-lhe as suas ideias. Sobre o que se passou na década de 2000 (e antes), sobre o consulado socratista. E sobre o futuro próximo da economia portuguesa - ou seja, sobre os momentos que estamos agora a viver.

Ponham-se de lado as nossas zangas e resmunguices. Pois é muito interessante ir ler (ou reler) este texto, luminoso. Está aqui o seu "Tsunami no Horizonte". Convém a todos lê-lo. Muito em particular, atrevo-me a dizer, aos que responsabilizam o (fraco) governo português pelo triste estado do país. Pois é preciso recordar, a ver se é possível melhorar.

publicado às 15:33



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