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Eduardo White, O Homem a Sombra e a Flor & algumas cartas do interior, Maputo, Imprensa Universitária, 2004

Eduardo White, aí metido nos seus vinte anos de vida literária, lançou um novo livro, colectânea de textos alguns já por aí ouvidos. Ou lidos. Alguns merecem mesmo ser relidos, hei-de citar um bocadito só para aguçar.

O lançamento foi na sexta-feira, lá na Fortaleza de Maputo. Foi também de sua homenagem, Ungulani fê-lo. E ele próprio afirmou-se "o poeta incómodo". Contou com o Presidente da República, vários ministros, o edil máximo da cidade, e muito do poder. Vinte anos são vinte anos.

Assim rápido, e porque nesta cidade tão racialista cito:

"Podem dizer-me ou insultar-me a cor que visto e, no entanto, eu amo-a, desde a origem mistura com que me pensou e talhou até a estas inacabadas sempre cores múltiplas com as quais vou estando aqui. Sou um arco íris por vocação e não me cinjo nem à ardósia e nem ao giz, e são minhas as geografias dos lugares que desconheço mas que pelas veias respiro"

(Carta a alguns menos esclarecidos sobre o meu pardo mestiço Eduardo White)

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publicado às 16:03



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