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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
Muianga é um nome não muito conhecido por cá. E nada exportado. Escrita serena, pausada, dizem-na condigna à personalidade do autor - que não conheço. Sem grandes riscos, também.
Pequenas histórias, muito realistas. Sem heroísmos ou sofrimentos de maíscula, ausentes as grandes causas ou cosmologias que tudo explicam. E vá-se o fatalismo, dá-nos essa pequena gente no seu andar, coisas da terra em dia-a-dia. Com dores, e muitas, claro está. Mas também com os sorrisos a perpassarem aquilo que nos diz. Moçambique.
Acabo agora, já atrasado, "O domador de burros". Que anda junto a "Magustana" e a "A noiva de Kebera". Livros onde o autor é mais Muianga. Para quem lê para conhecer e sentir um pouco vá até eles. Justificam muito mais do que a atenção que lhe tem sido dada no conjunto da literatura moçambicana.
Ah. Os especialistas que lhe façam a crítica à escrita. Mas garanto: é muito melhor do que as infaustas capas que sempre a recobrem. Que coisa!