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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
São até das mais institucionais as vozes que se espantam: veja aqui e aqui os últimos moicanos. Índios envelhecidos que julgam que isto ainda se trata lá na tenda a fumar umas cachimbadas e a falar bem. Gente do passado, ultrapassada. E até um pouco senil.
Pois o silêncio que envolveu esta revisão é tonitruante e significa uma coisa: morreu a ideia de democracia representativa em Portugal. Morreu de doença, dessa maleita de desprezo que os parlamentares têm por quem os vota.
O senhor eleitor, entretido com a bola e a bola, mais a bola e as bolas, merece evidentemente o desprezo. Também doente é certo, mas não de alienação como se pensou em tempos, confirma-se que é imbecilidade mesmo.