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Formas de Cumprimento

por jpt, em 09.05.04

Aprendizagem. O excelente Rua da Judiaria a ensinar. Sobre formas de cumprimentar. A ler.

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publicado às 09:26

Autofagia

por jpt, em 09.05.04

Autofagia. A esperança é a última a cair. Ainda que quase desesperada... Para descomprimir este dia (final) nada como a auto-paródia. Para isso peço ajuda ao Elias, o sem Abrigo, um "must" in blog

publicado às 09:24

Sobre os comentários

por jpt, em 09.05.04
Alguns comentários desagradáveis estão aí. Ainda que o “anónimo agreste” tenha anunciado a sua retirada quero referir o assunto.

1. Anteontem apaguei comentários. “Censura” foi dito. Não repito o que já foi discutido noutros blogs. Mas que fique claro: não se trata de censura, um blog não é um orgão de comunicação social, não tem as mesmas regras e princípios, nem a mesma responsabilidade social. Não confundamos, não sobrevalorizemos.

Mas mesmo que o fosse. Um “comentário” é, por analogia, uma “carta de leitor”. E nenhum orgão de comunicação social é obrigado (por deontologia ou legalidade) a divulgar todas as que recebe. Em especial se anónimas.

2. Foi dito que apagar críticas implica tornar os “comentários” num coro de bajulações.

Este é um ponto a abordar. Neste e noutros blogs (talvez com excepção de alguns mais politizados e polémicos) a maioria dos comentários são positivos. Mas isso tem mais a ver com a dinâmica de leitura, não tanto com os autores.

Por um lado porque os leitores tendem a visitar os blogs com que simpatizam. Gostam do que está escrito ou subvalorizam algo menos concordante. E os leitores ocasionais ou desgostosos saltam, rápida e gratuitamente para outro. Nem deixam a sua impressão enquanto os anteriores a vão repetindo. E assim criando o que não é um coro de “bajulações” mas mais uma rede de simpatias, interesses e sensibilidades comuns. Normais. Mas, e acima de tudo, legítimas. Até porque não molestam ninguém.

[a net não é a vida, mas permito-me mais uma analogia: será que um grupo de amigos com hábitos convivenciais é um “grupo de bajulação”? Caramba, que mundo seria esse?]

Por outro lado porque é mais fácil e rápido para o leitor, habitual ou episódico, deixar um “gostei”, “bom post” do que o “não concordo, porque...”, e exactamente por esse “porque...” a que a discordância apela, e que em princípio se realizará apenas em casos mais extremos. Digo-o por mim, mas presumo não ser por demais arriscada a extrapolação.

3. Isto nota-se nos “comentários” ao Ma-schamba. É óbvio que o elogio é agradável, mas as críticas são bem-vindas e algumas estão por aí. Entre elas lembro uma, radical, e que me deliciou (masoch?): uma leitora que pegou na epígrafe do Nassar dizendo do seu pesar por não ser ela cumprida (até que enfim que alguém pegou no paradoxo).

Na anterior morada do Ma-Schamba não havia comentários e eu não sabia como colocá-los, tinham-me “mobilado” a casa. Os comentários (poucos) chegavam via email. Um dia um leitor (adivinhem quem) denunciou-me um erro ortográfico, eu tinha acentuado “cajú” (erro que vim a repetir, ainda para mais). Agradeci, emendei e anunciei. Cometo crimes ortográficos? Sim, culpado.

4. Um leitor escreve, desabrido, criticando-me os temas abordados e dizendo que nunca mais voltará devido a esse péssimo critério, e que partirá para mais cultos blogs. Aceito, respondo com a elegância possível. Que fazer? Passados tempos ei-lo que volta, de novo reclamando sobre...os temas abordados.

Se não gosta porque vem? O Ma-Schamba não é orgão oficial, não se reclama de nada a não ser o meu diário público. Não tem mais nenhuma representatividade, não reclama outras responsabilidades ou legitimidades. Não está a ocupar o espaço de ninguém, é isso.

Apesar dos temas fica e critica. O conteúdo? Não. As opiniões? Não. Critica o que entende serem erros, erros ortográficos, sintácticos, semânticos, e deles retira (e publica, anónimo) conclusões sobre a minha legitimidade profissional, sobre as minhas características pessoais: um arrivista, um bêbedo, um incompetente. Escritos que aí vão ficar, desisto de apagar! Para quê?

Mas não vou deixar passar, mesmo que possa parecer auto-justificação. Porque o meu nome está aí a levar com os ditos do “anónimo agreste”. E porque há pessoas a passarem por aqui (o webalizer diz cada vez mais, 380/dia, o site meter diz cada vez menos, 70/dia, contagens esquizofrénicas, mas nem que fosse só uma visita).
Posso ser professor? Que o julguem os pares e os alunos. Não um anónimo. Sou um cidadão respeitável? Que responda alguém, mas não anónimo.

Sou um verme por escrever “doacção”? Olhe bem para a palavra, veja se lhe é estranha, sff. Quem perceba um bocado de psicologia, quem escreva a sério num teclado não se interrogará? E, já agora, quem tenha escrutinado todo o Ma-schamba com “cajús” e tudo não se poderá interrogar? Ou concluirá de imediato que é um imbecil ou um ignorante a escrever? E mesmo que erro seja, será critério definitivo?

Sou um verme por escrever “tão mais”? Que me desculpem até os comentadores concordantes. O Ma-schamba não é um texto oficial, académico. O Ma-schamba está cheio de coisas destas. Eu falo assim quando quero (e posso), uso o tão mais para enfatizar (já agora, arrasto o “tão”) e aquilo está ali a narrar uma conversa, em casa. Onde falo como quero, cheio de coisas destas. Que é isto, polícia cá dentro?

Sou um verme por escrever “lembrando e usando” e de seguida “Hoje aqui invoco, lembrando-lhe ainda...” para alguém aqui vir dizer que não sei a diferença entre evocar (lembrar) e invocar (apelar – donde para uso), quando é óbvio e explícito que estou a apelar? E dessa sua (tres)leitura permitir-se a retirar públicas conclusões morais?
Que sanha persecutória é esta que nem permite compreender os textos? A que se deve? Conhece-me o homem, fiz-lhe alguma? Que o diga, mas não anónimo!

5. Está o “anónimo agreste” preocupado com erros ortográficos, sintácticos, semânticos? Desvarios temáticos? Ou com a minha pérfida influência nos cidadãos moçambicanos? Ou com o desgaste por mim provocado na imagem nacional?

Talvez não tanto. Aí regressado de Moçambique está mesmo preocupado comigo porque estou por aqui, porque “Prefere o camarão descascado a preceito, acompanhado da cervejola - ao bom modo do tuga que de repente se vê vivendo à tripa forra...”, até porque “dono de 4x4”.

Basta. Porque chega. Porque evidente. Porque ainda que o caso possa ser humanamente compreensível e até lamentável transfigura-se aqui numa indignidade. Inadmissível.

Censura? Não. O direito ao bom nome.

Fim. E Foda-sse (e agora digam-me que não é com dois "ss")!!!

publicado às 08:59


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