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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
1. Cá por mim estou no estrangeiro, irei alojar-me noutro sítio. Aliás é interessante a noção deste "especialista", até eu que sou totalmente leigo nas "netices" me interrogo sobre a capacidade de um Estado encerrar algo na net, emigrava tudo ali para o Paulo Querido de Marrocos ou quejando. É que isto de "estrangeiro" terá que se lhe diga. Ou então o "especialista" tem outros saberes que eu não tenho, é provável.
2. Sou um bocado leigo. Não sei bem o que é a Autoridade Nacional de Comunicações. É o regulador? Então será estatal, presumo. Se é estatal, então tem tutela, presumo.
Se é estatal e tem tutela então urge a informação: estou a violar alguma lei portuguesa? Se estou que saia aviso público para que de imediato eu exporte o Ma-Schamba para onde seja este legal, não quero cometer ilegalidades.
Mas se isto tudo não é ilegal este modesto cidadão desejaria um desmentido formal do responsável dessa Autoridade. Um desmentido efectivo, ou seja um compromisso assumido da falsidade das declarações, um desmentido com implicações futuras. E logo pela manhã.
Se demorar até à hora de almoço, "por aquela hora das treze", se se engasgarem, então não quero qualquer desmentido. Qual Salomé quero mesmo uma travessa contendo a cabeça ensanguentada do responsável da tal Autoridade.
E, se assim, que dizer do ministro da tutela, que assim seria responsável político de tamanho ardil contra a liberdade de botadura? No mínimo que será indigno de ser ministro do meu país democrático.
3. Há difamação? Decerto que haverá. Mas lembro que quando surgiu um tal de "Muito Mentiroso" José Pacheco Pereira referiu, e muito bem, que qualquer polícia minimamente apetrechada deveria poder traçar o seu autor.
Há difamação? Sob nome próprio ou anonimato? Que se resolva isso tal e qual se faz nos outros meios de comunicação.
Nada disso tem a ver com o meu anseio...um "afinal não" matutino ou uma cabecinha a menos.
Exagero? Nada! Acho absolutamente espantoso que se digam barbaridades destas no meu país. Chega de ultramontanos.
Nos blogs assim para o político há dois mais do meu agrado, aos quais não costumo faltar. Um, e estou farto de o dizer, é o Bota Acima, um sítio bem à minha esquerda, onde o Patrão exerce o corrosivo misturado com humor. O outro é o Ecletico, um sítio um bocado à minha direita, e cuja Dona tem um olhar especial sobre África (e não só), de profunda informação (e excêntrica, no sentido de externa ao mainstream lusófono), um blog muito ponderado e exigente para o leitor. Não digo que sejam os melhores blogs das praças, quem sou eu, mas são blogs onde aprendo um pouco, desperto outro tanto, e discordo também. Sítios aprazíveis. São, acima de tudo, pessoas livres a pensarem.
Visito-os quase diariamente. E neles me comporto de modo diferente, como o fazemos quando nas casas dos diferentes amigos, "a cada um como cada qual". No Eclético, entro respeitoso, bem comportado, leio com a atenção possível, raras vezes envio mensagem para não incomodar. Também a Dona é uma senhora, isso é óbvio, e há que ter a atitude correspondente.
Já no Bota Acima sou outro, rejuvenesço-me boémio e desbragado, intrometo-me, boto faladura, provoco, por vezes o homem deve querer ir-se deitar e o convidado não lhe abandona a garrafa e o sofá, a falar alto a acordar-lhe mulher e filhos, enfim, quiçá serafim lampião. Também ninguém mandou ao gajo dar-me uma medalha, agora leva comigo.
Vem isto a propósito de um comentário que deixei por lá o outro dia, assim desbragado, a propósito de um texto que...enfim, presumi bisnaga vira-bicos e que afinal não era. Mal-comportado pus-lhe isto de rajada: "maxambei o sudão por causa do sudão (1º ao 99º que tudo), maxambei o sudão a ver se se calavam com a merda do iraque, esquerdalhada ignorante somente à volta do prato fast-food do telejornal, direitada enlabuzada com o PR dos Eua como se fosse primo deles (100º que tudo). Porra, todos preocupados com "a democracia no mundo" mas sem olhar para ele mais longe do que os piolhos que têm no umbigo" . Um bocadinho pró inconveniente, confesso, o que vale é que o homem tem paciência, coitado.
Vem isto a propósito de um texto hoje posto no Abrupto, o Formas de economia da indignação. Ó JT, era isso que eu queria dizer, mas não sabia como.
