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por jpt, em 15.05.04
Segurança Social. Augusto Santos Silva, cuja dimensão de sociólogo não esgota superlativos, não está mesmo nada mal aqui.

Lateralmente, algum passante me poderá traduzir um "plafonamento" que lá está, nítido jargão que os meus dicionários não integram.

publicado às 12:39

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por jpt, em 15.05.04
Azenhas do Mar. Foi-me muito simpático descobrir que tinha sido ligado pelo Azenhas do Mar.A minha praia preferida já desapareceu, de modo abrupto, destruída pelas mutações geológicas da costa (ou terá sido o "poder local"?). Era São Martinho do Porto, o em tempos célebre "bidé das marquesas". Cresci tudo lá.Depois dessa desaparição fiquei viúvo de praias. Mas arranjei amizade, muito episódica que nelas pouco fui e nada tive, com duas delas: as Azenhas do Mar e a Adraga. Só uns bons anos depois ganhei a costa vicentina, ainda antes das modas da Carrapateira e afins. Baseava-me em Alfambras e a costa era minha.Esta foi mesmo uma ligação directa às saudades. E ainda por cima feita por alguém que gosta de postais antigos (será que os pode colocar um bocadinho maiores?). A acompanhar. E a agradecer.

publicado às 10:21

Lusofonia

por jpt, em 15.05.04

O Luís Carmelo abordou no seu Miniscente um tema que me é caro (bem, para uma escrita literal seria melhor "que me é barato"): a lusofonia. Não resisti a botar pequeno comentário, que já teve complemento do dono da casa. Confesso que gostaria de por lá ler outras opiniões - nem que seja porque o assunto não é o Iraque.

E enquanto não volto à liça permito-me deixar aqui referência a um velho texto meu sobre o assunto, posto no Ma-schamba quando este era ainda mais marginal. Está aqui o Fragmentos de Lusofonia.

[Sei bem que a auto-referência é pecado de soberba. Ou será de gula...de leitores? Enfim pecado é, escolha a visita de que espécie será]

publicado às 10:20

Aguardente(s)

por jpt, em 15.05.04
A melhor aguardente que já bebi na vida foi um medronho de Monchique, envelhecido doze anos. Nenhum hidromel se terá comparado a tal néctar, verdadeiramente divino. E nenhuma aguardente cerealífera a poderá ombrear em excelência e dignidade.Nota: Pelo menos dois leitores deste blog a compartilharam comigo, o ilustre comentador Zé Francisco e o silencioso Bill. Foi há mais de quinze anos que morreu o dito garrafão. Terá secado a fonte?

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publicado às 10:18

POEMA DA PERGUNTAÇÃO

 

Não somos todos, os envergonhados, os verdadeiros culpados?

 

Não somos nós, os indignados, os verdadeiros carrascos?

 

O que antes e agora julgamos, não foi apenas uma pequena evidência? O que nós prendemos não foi a mão obscura de uma consciência? E mesmo o que matamos, não foi tão somente uma ínfima parte da verdade?

 

E procuramos grades? E procuramos muros altos e seguros? E procuramos homens obtusos para que os possamos vigiar? E procuramos armas para os tornarmos intransponíveis? De nada nos valerá, de nada nos adiantará. Não há ferro, nem betão, nem servilismo nenhum que nos possam salvar da luz da verdade.

 

Uma mentira não tem sempre sede de liberdade? Uma mentira não é a cela da verdade? E quantas vezes a pretendemos prender? E com quantas grades a desejamos ocultar? E com quantas mãos a ameaçamos estrangular?

 

Não vale a pena. Desistamos. Em nenhum maciço de betão podemos esconder o que a nossa consciência sabe. Em nenhuma anedota, em nenhum boato, em nenhuma suposição, em nenhuma imparcialidade e em nenhum juiz e em nenhum desmentido nos jornais e em nenhum país. Nem de nós, nem dos outros.

 

 

Somos todos nós os verdadeiros culpados, são nossos os muros e as grandes onde escondemos a verdade. E deles ninguém se evadiu, somos todos nós os verdadeiros evadidos.

 

Eduardo White

 

(Eduardo, agradeço-te o envio. Que é dádiva. Abraço. Até já)

publicado às 10:13


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