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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
Quarenta Anos. 2004, ano dos quarenta anos:
“É raro conseguir que as pessoas de mais de 40 anos se convençam permanentemente de alguma coisa. Aos 18 anos as nossas convicções são montanhas a partir das quais tudo contemplamos; aos 45 são cavernas em que nos escondemos.”
(Scott Fitzgerald, Bernice Corta o Cabelo, Europa-América, 18)
A idade. Anteontem um colega foi-se despedindo de mim com um simpático "Estás com um ar jovem!". Gelei, foi a minha primeira vez. Agora só me falta que alguém me sorria estar eu "com um ar saudável!". Depois a morte...
Face ao absurdo da prisão de Bobby Fischer que foi "detido no Japão por tentar sair do país com um passaporte norte-americano inválido, foi hoje transferido para uma prisão destinada a pessoas com penas prolongadas." Tal deve-se a que "Os EUA incluíram Fischer numa lista de pessoas procuradas desde 1992, quando, apesar de uma proibição para viajar até à Jugoslávia imposta pelas Nações Unidas, deslocou-se a esse país para realizar uma partida contra o seu antigo rival russo Boris Spassky, que lhe possibilitou amealhar um prémio milionário." [e estou a citar o jornal Record], urge dizerLiberdade para Bobby Fischer, já!FREE Bobby Fischer!!Alguém se lembra quando o seu génio foi bandeira da liberdade? Para quê este fundamentalismo administrativo, este revanchismo absurdo? Não tem tudo isto tanta semelhança com aquele outro que vigiava cada lance, cada roque, de Spassky? Cada abertura, cada sacrifício de Korchnoi?Onde estão os que amam o génio? Onde estão os cantores da liberdade?Fischer não fica bem como causa? Porque solitário irredutível? Excêntrico? Não bannerizável?Onde estão os democratas? E onde estão os libertários? E os liberais? Onde está a solidariedade com um homem tão especial? Tão gigante? Que efectivo crime cometeu ele?Onde está a indignação da coerência?Distraídos? Ou tudo é mero ruído?LIBERDADE PARA BOBBY FISCHER, JÁ!