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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
Lido o Bruno incorro no pecado de auto-citação:"...e electricidade. Abençoada, que ainda refresca as cervejas, e que vai deixando a roufenha discoteca a céu aberto, as ténues luzes chamando milhentos mosquitos, "pagas uma bebida, tio?", putas de fronteira neste ermo, "claro, mana", "pagas também à minha prima?", "vá lá, uma rodada", Castles que são aqui um elixir de velhice, meninas pesadas, tão cansadas já andam elas nestas noites, "vieste viver aqui, tio?", e eu envelhecendo com elas, "vá lá, bebe a cerveja", até que algum assimilado venha dizer para não incomodarem o senhor doutor, que raio sempre são putas de ermo, sem ver que já são fronteiras do meu carinho...".(hei-de continuar, lá pelo amanhã)

Não tenho grande simpatia pelo tal recanto sul-americano que nos narra. Mas o diagnóstico de há 500 anos é muito actual. Principalmente visto cá de down south:
"Por isso quando considero e avalio no meu pensamento todas essas comunidades que florescem hoje em dia por toda a parte, assim Deus me ajude, não vislumbro senão uma certa conspiração de ricos procurando as suas próprias vantagens em nome e sob a tutela da comunidade. Inventam e planeiam todos os meios e possibilidades (...) para usar e abusar do trabalho e labor dos pobres pelo mínimo possível de dinheiro. Esses planos, quando o rico os decretou (...) são tornados leis"
(Thomas More, Utopia)