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Putas 2

por jpt, em 16.08.04

Lido o Bruno incorro no pecado de auto-citação:"...e electricidade. Abençoada, que ainda refresca as cervejas, e que vai deixando a roufenha discoteca a céu aberto, as ténues luzes chamando milhentos mosquitos, "pagas uma bebida, tio?", putas de fronteira neste ermo, "claro, mana", "pagas também à minha prima?", "vá lá, uma rodada", Castles que são aqui um elixir de velhice, meninas pesadas, tão cansadas já andam elas nestas noites, "vieste viver aqui, tio?", e eu envelhecendo com elas, "vá lá, bebe a cerveja", até que algum assimilado venha dizer para não incomodarem o senhor doutor, que raio sempre são putas de ermo, sem ver que já são fronteiras do meu carinho...".(hei-de continuar, lá pelo amanhã)

publicado às 22:27

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por jpt, em 16.08.04
"Desajustados na estrada", fotografia de João Subtil, Inhamitanga, Agosto 1999, sob Ssangyong Musso

publicado às 21:55

O Algodão e o Ouro

por jpt, em 16.08.04
Ando a reler o O Algodão e o Ouro, de Raul Honwana, talvez aqui deixe algo sobre o livro. Entretanto dele retiro uma frase, aqui deixada para os saudosistas e para os moralistas críticos, que venha o diabo escolher quais os que menos compreendem o mundo. Mas é frase também para o agora."Era preciso que fôssemos livres de escolher o nosso próprio destino para que tivéssemos a responsabilidade de cometer pecados ou praticar actos virtuosos" (14).

publicado às 21:49

...

por jpt, em 16.08.04
Resmungo sobre discussões alheias.

Cheguei a Merquior no final da universidade, pela mão do meu amigo Zé Filipe Verde. A primeira coisa que me passou foi o "The Veil and the Mask". Chegou para que de então em diante tudo o que dele encontrasse logo fizesse meu: José Guilherme Merquior era a personificação da inteligência.

Foi por causa de umas mui lidas blogodiscussões alheias, cheias das certezas da arrogância discursiva, que me lembrei deste livro



Não para recomendar a sua leitura, quem serei eu diante dos sábios faladores (e auto-denominados defensores e divulgadores da ideia). Até porque esta é uma introdução, obra primeira, nunca de chegada. Mas que excelente obra primeira, diga-se.

Trago o livro à memória apenas porque começa assim:

"Este é um livro liberal sobre o liberalismo, escrito por alguém que acredita que o liberalismo, se entendido apropriadamente, resiste a qualquer vilificação"

E não há pior instrumento de "vilificação" do que as simplificações. E, pior, quando estas se querem naturalizações. [nestas coisas a "natureza" serve de pompa para dourar o mero contraplacado]

Nos tempos que correm já devíamos saber, nós os leitores, que não há piores defensores das ideias do que os exegetas. E cansativos ainda para mais.

Já agora, quando me chegam ecos "criacionistas" da "língua primeira" natural e das nações "naturais" nem hesito, sorrio um apelo ao "alcatrão e penas". Mas quando ouço a naturalização da Economia já não sorrio. Porque aí já estamos no campo do artifício. Estatutário.

[uma entrada incompreensível para quem não lê blogotralhas sobre o liberalismo. Se o simpático leitor se encontra nesse número não se preocupe, passe à frente...]

publicado às 21:44

More e as Leis

por jpt, em 16.08.04

Não tenho grande simpatia pelo tal recanto sul-americano que nos narra. Mas o diagnóstico de há 500 anos é muito actual. Principalmente visto cá de down south:

 


"Por isso quando considero e avalio no meu pensamento todas essas comunidades que florescem hoje em dia por toda a parte, assim Deus me ajude, não vislumbro senão uma certa conspiração de ricos procurando as suas próprias vantagens em nome e sob a tutela da comunidade. Inventam e planeiam todos os meios e possibilidades (...) para usar e abusar do trabalho e labor dos pobres pelo mínimo possível de dinheiro. Esses planos, quando o rico os decretou (...) são tornados leis"

(Thomas More, Utopia)

publicado às 21:35


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