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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)

["A Praça 7 de Março, com o coreto e os seus quiosques, era o centro das reuniões mundanas"; imagem reproduzida de A. Rosado, "Como Era Lourenço Marques Já 50 anos", Lourenço Marques, 1949, p.11]
António Sopa publica este artigo, "A Velha Praça", no jornal Savana, edição de 21 de Abril. Aqui o reproduzo. Pelo seu interesse histórico. Mas também secundando a sua opinião: entre um pouco mais urge reinstalar o "mercado do pau". E valorizá-lo.




Já várias vezes aqui botei, o tom dos comentadores muito depende do tom do blog. Há excepções [a praga na caixa de comentários do Da Literatura foi disso caso extremo] mas a esquizofrenia comentatária é atraída pela loucura postadora.
"Há que assumi-lo", eu também fui comentador anónimo. Comecei no bloguismo por via do Abrupto e do Aviz mas rapidamente me deixei seduzir pelo O Meu Pipi. E tão bons como os textos vigorosos do blog eram os delirantes comentários. Certo que entre aquelas centenas havia muita palha, mera ordinarice. Mas havia um ambiente espantoso, uma mão-cheia de personagens fabulosas. Conversas, invectivas, até boicotes (lembro que um dia um tipo conseguiu trancar os comentários). Um espanto. Total non-sense. E tipos engraçadissimos - havia um comentador auto-intitulado Fodósofo que era genial. Mas mais uma mão-cheia de gente divertidissima.
Saio do armário, também lá botei comentário, e anónimo. Fiz uma espécie de recensão académica a um texto do Pipi sobre sexo oral. E muito contente fiquei porque neófito no meio daquela imponente tribo foi o textito (a esta distância bem absurdo, tanto que me coíbo de aqui o colocar) bem recebido pelos veteranos da maluquice.
Escusado será dizer que naquele cume da blogosfera ninguém assinava com o nome. Públicas políticas, pipis privados, claro está.