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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
No fundo é como em tudo. As opiniões sobre o blogar brotadas no grã-bloguismo português são aceites segundo quem e como as expressa e não por aquilo que expressam. Há pouco o Abrupto hierarquizou o modo bloguístico, desvalorizando formas marginais de blogar, hiper/infra-comentadoras, algo que me pareceu um bocado pacífico. Pois caíu o Weblog e o Blogger, de "normativo" a "facínora" tudo lhe saíu em rifa.
De seguida no Estado Civil expressa-se outra forma de hierarquia do blogar, como se afirmando um modo essencial de o fazer, o texto curtissimo. Forma e moral, um despojamento intuído já agora, como se uma desambição de transposição. É algo de muito mais abrangente, uma hierarquia, uma norma se se quiser, uma desvalorização bem mais lata. Aparentemente seria de esperar um muito maior coro exaltado, o brandir do eixo de epítetos entre o "polícia" e o "malandro". Mas nada. E ainda bem. Pois, sem artimanhas, nenhuma polémica contra este texto me move. Discordo, mas sem ênfase. Apenas me divirto com as diferentes recepções. Gritos face ao marginal, silêncio sobre o essencial.
Sobre o bloguismo ver ainda os belos textos a esse respeito no Miniscente do Luís Carmelo.