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Bloody Mary

por jpt, em 06.05.06

Lerdo é um tipo que precisa de chegar aos quase-42 para perceber que um bloody mary faz-se com piri-piri e não com mísero tabasco.

publicado às 23:28

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por jpt, em 06.05.06

Alquimia (modificado).

Não tenho qualquer sensibilidade poética. Digo-me (até mais do que mo dizem) boçal. Não creio em sonhaduras e alquimias. Somos pós morremos pobres, espírito e o resto. A fusão de blogs da pouca gente tuga (sim, ainda que alemão já és da malta) que tem "alma" para não se saber comportar em público - sim, exactamente essa questão do "tom" certo, levantado no Bloguítica, discutida no A Origem das Espécies, tão percorrida no Miniscente, mas, afinal, sumarizada no Mas Certamente Que Sim, nessa coisa do "saber posicionar o "discurso" (em) público" - a fusão da pouca gente tuga, dizia, que os tem de não se aparentar em público, de não se CVizar in-blog, deprime-me. Cada um como cada qual? Sim, mas irracionalismos de feiticeiros? Alquimia de concentração do capital bloguístico?

Sei que blogs de gente quando colectivos servem para menos. Se políticos, agendas e isso, trampolins e aquilo, até ganham. Mas se de gente, coisa séria, ficam meros híbridos, não se reproduzem (e isso está visto). Assim sendo blogoentristeço-me. Até incrédulo. A-linkador (perdão, a-elador), apesar do coro elogiador.

Que o sitemeter vos caia sobre a cabeça, é o meu desejo. E voto. E praga.

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publicado às 23:27

Carlos Alberto

por jpt, em 06.05.06

Deste "Recordações de Lourenço Marques", livro de fotografias de Carlos Alberto Vieira (Lisboa, Alêtheia, 2005) sobre a Lourenço Marques colonial (imagens recolhidas entre 1945-1975), já o Eduardo Pitta disse de sua justiça. Um álbum pobremente editado. (Convém mesmo ler o texto de EP). Apenas sublinho o penoso que é ler o seu preâmbulo, redacção chorosa que desmerece o património fotográfico que se lhe sucede.

Ainda assim o livro chegou às livrarias, está aí à venda, e justifica-se. Uma memória da cidade e de um grande fotógrafo. A Lourenço Marques branca ali deixada. E, assim, também memória de um olhar. Delimitado e delimitador. Coisa do seu tempo? Decerto, mas se então total espartilho do fotógrafo se hoje dos actuais organizadores, apenas "recordando", não o sei.



Em 167 páginas (as fotografias não estão nem datadas nem numeradas) realça-se a total ausência da outra Lourenço Marques, a não-branca. Do "todo o resto", como se então insignificante, sobra esta (pobre) fotografia e uma vista aérea de um trecho de caniço. Mas também muito pouco surge para além do registo do centro típico, paisagístico, monumental. Ou seja, a cidade-burguesa, o cerimonial oficial, o cartaz turístico/identitário, muito "aqui também é Portugal" - tudo isso é interessante, muito interessante mesmo, fundamental para quem quer conhecer ou recordar. Mas terá sido só isso que Carlos Alberto recolheu na cidade? Onde andarão fotos de Malhangalene ou Alto-Maé, p.ex.? Pois assim a sociedade branca (e o seu urbanismo) está também ausente do livro - é uma recorrente cosmética, a sociedade colonial como se homogénea: o idílico colono, em tons "africanos", desprovido de conflitos, hierarquias e diferenças. Elucidativo da lente. Repito, se de então se de hoje fico na dúvida. Esta causada pelos estreitos critérios de selecção de fotografias e/ou por inexistência de texto explicitando que critérios assumidos e enquadrador, tanto da obra do fotógrafo como da agora selecção realizada.

publicado às 08:41


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