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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)

Um blogo-amigo envia-me um e-mail com elogiosa ligação para mais uma pérola analítica sobre Portugal, Miguel Sousa Tavares: "Chega de ilusões e de tremendismo". "Ele" há os maus, o Portugal mau. E "ele" há os bons, um bom e virtuoso Portugal, de gente de trabalho. Ou seja, isto no fundo é uma luta entre o bem e o mal. É este indigente olhar que se arrasta há décadas no jornalismo, que faz as cabecinhas das gentes. Até dos bloguistas que reenviam esta tralha. E que, quando na volta do correio são invectivados com o vernáculo merecido, ripostam com o papão do preconceito alheio. Preconceito? Isto, meu caro, é nada. Vale nada. E é bem pago. Vai consumir outra coisa. Ao fim de tantas décadas da mesma palha vai fumar outra coisa.
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Insónia passeante por jornais, facebook e blogs. No meu país abundam hoje as referências, sentidas e nostálgicas, à morte de um velho demente que acenava nas ruas de Lisboa. E logo brota uma homenagem na rua, à qual não faltam as encenações do político profissional liberal ou do (já velho) escritor piadético. Sim, é a nostalgia aldeã, a nostalgia do apreço pelo idiota comunal. Mas é também o construído apreço pela demência. Desde que mansa. E abonada, como era o caso.
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