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Prémios Blogo-Kula 2010

por jpt, em 14.11.10


[Prémio Kula 2010 Bracelete]

 


[Prémio Kula 2010 Colares]

 

Os Prémios Kula são braceletes e colares. Sabe-se que "exercem uma acção profunda sobre a vida dos bloguistas ... os quais têm consciência da sua importância, pois as suas ideias, ambições, desejos e vaidades deles dependem em larga medida". São atribuídos aos bloguistas (individuais, colectivos e comentadores residentes) de quem se gosta e/ou àqueles por quem se quer ser gostado. Dão-se no número que cada um entender. Mas devem ser entregues com bom senso, aos que se presume aceitarem os prémios e, por vezes, a quem os solicitar. E não devem ser recíprocos, uma devolução imediata será insultuosa. O fundamental: os prémios colares circulam no sentido dos ponteiros do relógio (navegando do ego/doador para a esquerda) e os prémios braceletes no sentido inverso (navegando do ego/doador para a direita).

 

Para aqueles que sempre reclamam objectividade e tendem a afirmar a existência de propósitos escondidos nesta actividade aqui recordo que nestes Prémios Blogo-Kula "o êxito depende muito da aparência da pessoa envolvida", como disse o antigo bloguista Reo Fortune.

 

[Para mais informações consultar o regulamento do concurso: sinopse e documentação completa]

 

Escolho os prémios seguintes, sendo que a canoa ma-schamba tem outros marinheiros, provavelmente cada um deles carregados com os seus prémios e que tal ecoarão se assim o entenderem.

PRÉMIO BLOGO-KULA 2010 COMENTADOR RESIDENTE

[Comentador Residente]

 

TTE (aliás KCM) - bracelete; 1B (aliás Umbhalane Sena) - bracelete; Pedro Silveira - bracelete; Joana Lopes - bracelete; PALAVROSSAVRVS REX (da aldeia NetworkedBlogs) - bracelete; "Zé" - colar; VA - colar; Carlos Gil (CG) - colar; LL (aka Lowlander) - colar; Carlos Azevedo- colar.

PRÉMIO BLOGO-KULA 2010 BLOG COLECTIVO

[Blog Colectivo]

 

Mar Salgado - colar; Crítica - colar; Delito de Opinião - bracelete; De Rerum Natura- colar.

PRÉMIO BLOGO-KULA 2010 BLOG INDIVIDUAL

 [Bloguista Individual]

 

Mania dos Quadradinhos - colar e bracelete (é o melhor blog em português, desde há muitos anos) PembaAtolL - colar Mãos de Moçambique - bracelete 100Nada - bracelete Montag - colar Apenas Mais Um - bracelete (levou um colar acima) Sérgio Santimano - colar Pululu - bracelete Divulgando Banda Desenhada - bracelete Da Casa Amarela - colar Respirar o Mesmo Ar [o único bruxo admitido - leva uma concha (malgré tout)] Klepsýdra - colar Beijo de Mulata - bracelete Antologia do Esquecimento - colar Ideias Soltas - bracelete Entre as Brumas da Memória - colar (levou uma bracelete acima) Forever Pemba - bracelete ABC do PPM - bracelete Estrada Poeirenta - colar Letteri Café - colar Desnorte - bracelete Portugal dos Pequeninos - bracelete Mbila - Musica de Moçambique - colar Lanterna Acesa- colar

LIBAÇÕES POR ANTEPASSADOS

[Prémios Kula 2010 Blogs Antepassados]

 

Companhia de MoçambiqueNkhululekoMiniscenteQuase em PortuguêsRua da JudiariaIdeias Críticas

PRÉMIO BLOGO-KULA 2010 BLOG DO ANO

[Prémio Kula 2010 Blog do Ano]

 

A Travessia Impossível - chefatura

 

Adenda 1: informam-se aqueles que, sendo bloguistas ou comentadores, quiserem receber um prémio Blogo-Kula 2010 (colar ou bracelete) podem para tal encetar conversações sobre o assunto. Privadamente via endereço electrónico ou publicamente, nesta caixa de comentários.

 

Adenda 2: para os menos atentos informa-se que as trocas de prendas-prémios entre os tripulantes da mesma canoa decorreram anteriormente.

 

jpt

publicado às 18:18

O multiculturalismo e o Zeitgeist

por jpt, em 14.11.10

(por AL de mau humor; sim, também sofro disto!)

 

Foto de http://www.cgc.maricopa.edu/student-affairs/multiculturalism/Pages/default.aspxChegou-me hoje ao conhecimento através do Facebook um blog que fui espreitar. Depois de ler o post que lá me levou já não me apeteceu ler mais e perdi-me em reflexões sobre esta coisa do multiculturalismo. Pensei: a minha cultura, não faz ela parte do multiculturalismo? Não merece ela igual defesa que a cultura dos outros? Faz parte da minha cultura ser tolerante e solidária, mas quer isso dizer que tenho também que dar tiros nos pés? Se respeito a cultura dos outros, estarei errada quando reclamo igual respeito para a minha? Apreciar esse respeito, e exigi-lo até, faz de mim uma fascista xenófoba e racista (perdoem o pleonasmo)?

 

Não me interpretem mal: eu sou a favor da emigração e da mistura de povos e culturas (mesmo das diferentes “culturas” que habitam dentro da minha); gosto de ouvir os diferentes sotaques de português; gosto de provar novas comidas, conhecer músicas diferentes, saber de outras tradições e costumes. É todo um mundo de possibilidades e vivências que se abre perante mim. Enriquecem-me estes contactos. Mas o respeito para mim é uma via de dois sentidos ou então deixa de ser respeito e passa a ser uma arrogância transvestida de respeito, a qual eu não esposo; o respeito para mim pressupõe igualdade e não desequilíbrio de patamares. Bater na tecla da euro-culpa/euro-justificação (ou da americano-culpa/americano-justificação) perante os males do mundo parece-me falacioso e assentar no síndrome paternalista do bon seigneur.

O que se me afigura exactamente como a negação do multiculturalismo.

 

Não seria mais produtivo cultivar a tolerância e a solidariedade  dentro da minha própria cultura, em vez de me arvorar em arauto defensor da cultura dos outros? Como posso pretender defender o multiculturalismo e escrever "É que eu dos Alemães espero tudo"*? Um amor que já foi meu dir-me-ia é o Zeitgeist querida. Ao que eu responderia: nanja eu!* comentário escrito pelo dono do blog, em resposta a outros comentários

publicado às 14:47

Sobre a Educação

por jpt, em 14.11.10

Para qualquer interessado nas questões de educação é obrigatório ler Em Busca da Excelência, de Algis Valiunas, uma tradução de Desidério Murcho. Um texto que coloca em questão muito do "pedagogismo" actual.

jpt

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publicado às 09:54

O tempora! O mores!

por jpt, em 14.11.10
(por AL sempre igual a si mesma)Um dos meus fortes será talvez a memória que tenho das minhas vidas, mas em detalhes deixo muito a desejar. Quer dizer, nalguns detalhes. Cores, sabores, cheiros, sentimentos, repastos, momentos, pessoas (algumas) ficam facilmente retidos; datas, nomes, rostos tendem a esvanecer-se mais ou menos rapidamente. Lembro-me de histórias de vida sem me lembrar dos nomes de quem as viveu; recordo momentos tendo uma vaga ideia do local; retenho rostos sem nomes e nomes sem rosto. A minha memória parece um mundo de matizes alzheimerianos.Momentos embaraçosos têm sido vários ao longo da minha vida, particularmente com figuras públicas. Aqui há dois anos (não garanto o rigor do tempo) estava eu numa festa em Moçambique, muito animada num círculo de amigos em amena cavaqueira. Intrigava-me um rosto; familiar, muito familiar mesmo, mas cujo conhecimento não conseguia localizar. Acabamos por ficar os dois – eu e o familiar desconhecido – retidos num diálogo interessante. Conversa puxa conversa e eu às tantas não me contive. Falámos de cidades que ambos tínhamos visitado e concluímos que tínhamos estado os dois há relativamente pouco tempo em Nova Iorque. Pensei, é daí que o conheço de certeza. Convencida de que tinha estado com ele nalguma conferência ou seminário, pergunto-lhe frontalmente: Oh Nuno, o Nuno conhece-me não é? Conhece-me de onde? Esteve nalguma das minhas conferências, foi?, pergunto eu segura de ter finalmente localizado a familiaridade do rosto e da voz. Ao que o Nuno responde com um sorriso divertido e perante o riso já indisfarçado dos circundantes: Acho que não Ana, é mesmo a primeira vez que a vejo. Eu é que até há pouco tempo fui Ministro de.... e é portanto compreensível que a minha cara lhe seja familiar.Momentos destes tenho mais, muitos mais. Vem isto a propósito de quê? É que faz hoje um ano (e uma semana!) que me estreei no maschamba. Sabia a minha memória que tinha sido Novembro mas desconseguiu de reter o dia. Foi um ano cheio: trouxe-me um neto e uma neta; uma viagem à Índia; um amor inesquecível (e outros que não quero recordar); bolinei para sul na costa portuguesa; atravessei o estreito de Gibraltar durante uma tempestade; fiz amizades novas e estreei desafios. Foram 101 posts de vida.

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publicado às 03:14


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