Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
Abaixo, e mais abaixo, referi o mundo nazi que agita o demo pedófilo. E tem nisso um eco espantoso - alimenta-se do pavor mas fundamentalmente da ignorância. Imensas pessoas não só desconhecem o real, ao qual assistem via uma TV hiperbolizada e gritada (e nisso vem a mania de escreverem em maiúsculas) como também são informaticamente iletradas. Assustam-se face a um hipotético perigo mas não utilizam as funções de privacidade, fáceis, não se cuidam nem cuidam dos seus. Expõem os filhos e os netos (até nas fotos de perfil, acessíveis a milhões e milhões de pessoas), expõem as famílias, elementares e alargadas, os amigos, as festas, "identificam-se" nas fotografias e deixam que estas sejam visíveis. O que se passa na cabeça das pessoas? São info-analfabetas, histriónicas, papam as teorias da conspiração (estas têm a atracção de serem "infalsificáveis", como diria Popper, e daí retiram o seu sucesso). Mas para além disso nesse pacote ignaro mostram que são (muito, mas mesmo muito) reaccionárias (mesmo que venham com os ícones libertários atrelados às caudas).
Como disse abaixo cruzei o mundo do revisionismo nazi, que travestido de "bom senso" de pater familias tanto alimentou a paranóia pequeno-burguesa portuguesa nestes últimos dias. Logo recebo várias mensagens. A convocar-me à democracia, à aceitação das múltiplas opiniões. Mas também invectivando-me, prevendo-me ... maçónico. É um outro real, não há dúvida.
Mas têm razão num ponto, a história tem que ser reescrita, não podemos ficar sujeitos à visão dos vencedores: