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Blogs do ano (transacto)

por jpt, em 09.01.13

Boa onda a do Aventar. Já o ano passado organizara algo semelhante, agora reincinde: a escolha dos blogs do ano 2012. E num esquema muito democrático, cada um inscreve quem quer e depois vota-se. Muito simpático (e ainda por cima aquilo deve ser uma trabalheira), é forma de se conhecerem blogs. E é aquilo que há muitos anos se falava, aquela coisa da "comunidade bloguística", da gente cruzar elos (aka "links"), descobrir outra gente e dar a conhecer.

Vou lá votar, que a votação já está a decorrer.

jp

publicado às 09:09

Lisboa, capital do achismo

por jpt, em 09.01.13

Lisboa, capital do Acordo Ortográfico, que já foi do Império. Estar no velho bairro, ir encontrando velhos conhecidos, alguns amigos, a crise nas conversas, notícia de tantos de nós aflitos, a pequeno-burguesia de meia-idade, desempregada. Alguns a reinventarem-se. Mas isso é só para alguns, a maioria vai só aflita. Pior ainda, alguns envergonhados, como se deles fosse culpa, pessoal, o desatino em que modorram (também é, como parte do colectivo, mas isso é outra coisa). Das notícias "macro" nem vale a pena referir, coisa negra.

Como resolver tudo isto nem sei, que se soubesse vendia a solução, desafligia-me, abandonava este penoso estado, até depressivo, de bookshelf shopping. Mas há por aqui muito gente que "acha que ...", isso do achar, encontrar por acaso. O país do achismo, está visto. A televisão abarrota de comentadores, os achistas. Muitos acumulam com os jornais, e nestes habitam os mesmos achistas dos 80s e 90s, já acharam como o caraças, e continuam a achar. São verdadeiros vedores de soluções.

Eu achar, encontrar por acaso, só mesmo isto. Uma cidade avassalada pelo grafitismo, esse boçalismo a céu aberto. E lixo, muito lixo, mal e tardiamente recolhido. Este caixote, que cruzo todos os dias várias vezes, a 50 metros de uma escola, a 100 de um orgulhoso "mall", no tal velho bairro dos Olivais, e como tal não desterrado em sítio ermo, está assim há quinze dias. Sem mais nem menos.

O que acho eu, o que encontro por acaso? Que há muita gente que ficou desempregada. E que há gente, ali aboletada nos serviços camarários, que tem trabalho e não deveria ter. Quem quiser relacionar isto com as diferenças entre a aristocracia do proletariado, perdão, o funcionalismo público, e o desgraçado lumpen, perdão, os trabalhadores dos sectores privados, que o faça. Eu acho isso. Assim, por acaso. Ou melhor, penso isto. Por indução.

Quanto aos que acham, vão tendo emprego. Acharam-no.

jpt

publicado às 08:38


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