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A TAP faz promoções

por jpt, em 15.01.13

Leio agora que a TAP tem promoções, com viagens baratas. Decerto que para combater o crescimento das opções pelas companhias de "baixo custo", que li agora estarem a crescer em Portugal nos últimos anos - ao mesmo tempo que li ter a companhia cruzado pela primeira vez o número dos 10 milhões de clientes anuais.

Houve passos para privatizar a TAP. Levantaram-se vozes contrárias, algumas argumentando que a companhia é de "bandeira", "património nacional" e até factor "identitário" (porventura como a defunta navegação mercante, mas essa tem menos "panache" para os opinadores, esses achistas da treta), e até mesmo "instrumento de política externa" - e a esta última ouvi botada por um socialista num qualquer canal televisivo, desses que arredondam o ordenado de deputado ou assessor de empresa dependente do estado com uns trocos como "comentatórios televisivos".

A este meu nem-comentário, lenço de papel a embrulhar o jacto de asco, junto a fotografia de Doha, capital do Qatar, para onde viajo amanhã, depois de parar em Barcelona, e antes de chegar a Maputo, felizmente desta vez sem parar antes em Joanesburgo. Fica um dia de viagem, para poupar uns centos de euros.

Pois a TAP, a tal companhia "identitária", "património nacional", "de bandeira", e com toda a certeza "instrumento de política externa", a tal que faz viagens baratas para a Europa, decidiu incrementar exponencialmente os preços das viagens entre Maputo e Lisboa. Nesta quadra festiva os preços eram superiores a 1500 euros para estadias de 3 semanas ou mais (normalmente um pouco mais baratos do que as "visitas de médico" à terra). A procura era muita, claro, daí que os preços super-aumentaram - há dezasseis anos que vou e venho e nunca tinha visto preços similares, e a TAP nesta rota sempre foi cara. Um despautério.

Ou seja, a crise aperta, os portugueses são desempregados, emigram. Mandam remessas, ao que consta aumentadas este ano (claro, os emigrantes de agora partem mas deixam as dívidas em casa, aos bancos - e às noivas destes, os colombos-pingos doces). E quando querem ir passar o Natal a casa, aqueles que ainda (ou já) podem, a TAP, "de bandeira", "instrumento político", "património", "identitária", chupa-lhes o tutano. Sem dó nem ... crédito.

Depois há quem se queixe que um tipo escreve palavrões no blog. Especialmente ao ver esta palhaçada intitulada "Boas Notícias" das viagens em saldo. Dirão que é a lei da oferta e da procura. Então que seja. Mas deixem-se de lérias, do patois socialista da empresa "de bandeira", "identitária". Vendam a tralha.

E voe-se com os árabes. Ainda para mais os aviões são melhores. E as hospedeiras belíssimas.

jpt

publicado às 01:31


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