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O cão

por jpt, em 21.01.13

É via facebook, no mural da também bloguista Ana Cristina Leonardo, que vejo hossanas a esta pérola, em formato de "crítica". Tudo isto no seguimento do fenómeno que vem ocorrendo em Portugal, e do qual só li cabeçalhos. Ao que acompanhei um cão matou uma criança, foi ordenado o seu abate, milhares solidarizaram-se com o bicho (e assinaram por ele - o que será significante, e já aqui lembrei a "petização" das agendas ecológicas). Depois, figuras intelectuais pronunciaram-se contra este "assinaturismo", julgo que as ditas (ex)"primeiras damas" lamentaram o acontecimento, e agora blogo-reage-se (e com aplausos, "grande texto" e etc.) contra esse "humanocentrismo" colonialista, teleológico até, de abater um cão, em formato fera, esse que mata crianças.

Não fosse a desgraça da morte da criança - o horror - tudo isto, o coro de reacções, a atenção pública, o debate, daria para o esgar analítico. Face a uma sociedade, sua gente, que assim se mostra - e logo para início do ano - em estado avançado de onanismo liofilizado. Não resta mesmo mais nada.

jpt

publicado às 15:21

Tintin

por jpt, em 21.01.13

Spielberg fala aqui das causas do relativo falhanço comercial nos Estados Unidos do seu Tintin - na prática deu imenso lucro. E sossega os admiradores reafirmando que a continuação acontecerá, com realização de Peter Jackson.

Só agora, ontem mesmo, vejo o fime, no pequeno formato dvd caseiro. Tinha ouvido alguns ecos, pouco entusiastas, daí que as  expectativas não eram grandes mas a minha "afición", enorme, imorredoira, ultrapassou esse negativismo - e isto para além do meu haddockismo ideológico, esse que raia o fundamentalismo. E ... gostei, gostei bem do filme. Confesso que me senti um bocado desconfortável com os exageros de filme de acção - entre os salteadores da arca perdida e os piratas das caraíbas. A Spielberg, apesar de tudo um americano, falta o charme europeu, esse que Hergé traduziu no mesclar de um mundo de aventuras com um realismo que torna credíveis todos os passos. Algo que o mundo das pipocas incompreende, pois sempre mais grosseiro. Mas, ainda assim, apesar da pequena flatulência inscrita nesses exageros, o Tintin está ali. E fico ansioso pelo segundo filme - torcendo para que Peter Jackson compreenda que não está no mundo de Tolkien (ou da Marvel).

jpt

publicado às 09:16


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