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Bento XVI

por jpt, em 10.03.13

 

Lamento-o agora, descarregadas que estão as fotografias no computador. Estava cansado, mesmo exausto. À saída da aldeia, dessas de povoamento disperso, no recomeço da caminhada, ladeio a igreja (católica) local, de blocos feita, encimada por aquelas terríveis placas de zinco que vão produzindo pequenos infernos por esse país fora. E noto o pormenor, delicioso, nele me detenho e num automatismo exaurido fotografo-o, distraindo-me da máquina, dos seus necessários modos. E sigo, na pressa da longa caminhada pela frente. Por isso ficou-me assim este nada, perdido o enquadramento da pequena, isolada e até rara igreja, deste parapeito com a bíblia aberta, ladeada pela pobre cruz esculpida em madeira nova e o plástico cheio de pilhas. E atrás o túnel de luz até à outra janela, aberta para as machambas, lá dentro as cadeiras onde nos sentáramos um pouco, uma conversa seguida de caracata e galinha, a moela para mim, que já cheguei a essa idade. Falhada a fotografia guardo o momento mas não posso partilhar a impressão causada.

 

Ainda assim deixo-a, deixo este momento vivido nesta igreja de uma longínqua povoação de Namaponda, Angoche. Para vos chamar a atenção a um inteligente e belíssimo texto sobre a igreja católica, o catolicismo actual e Bento XVI escrito por José Pacheco Pereira, "O Peregrino". Este ateu gostou.

publicado às 22:15


AL

publicado às 17:25
modificado por jpt a 7/9/13 às 14:20




Esta semana a sessão dos seminários do Departamento de Arqueologia e Antropologia da UEM terá uma comunicação de Jason Sumich, que vem com o nome de "Tenuous Belonging.  Citizenship and Democracy in Mozambique".

Acontecerá na terça-feira, 12 de Março. Às 10 horas. No anfiteatro 1502 da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, no campus universitário.

 

Sumich investiga a realidade moçambicana há já bastante tempo. Dele proponho dois textos acessíveis: The Illegitimacy of Democracy?: Democratisation and Alienation in Maputo, Mozambique (2007) e "Nationalism, Urban Poverty and Identity in Maputo, Mozambique (2010) .

Para maior conhecimento poder-se-á visitar a sua página na rede Academia, onde colocou vários textos relativos às pesquisas que vem realizando no país.

publicado às 17:00

rés vés Champ d'Ourique

por FF, em 10.03.13


Há quem diga que é o melhor bairro de Lisboa. Sendo que, para mim, Lisboa é uma das cidades mais bonitas que conheço, logo Champ d'Ourique é um dos melhores bairros, que conheço. As classificações valem o que valem, os unanimismos também. Para mim é unânime, Champ d'Ourique é o melhor bairro do mundo. Ainda por cima, estas emoções aumentam há medida que o coração se aparta, fisicamente, apenas fisicamente. Hoje dá-me ganas do melhor pastel de nata de Lisboa, ou até mesmo do melhor bolo de chocolate do mundo, e da açorda de gambas dos passarinhos.

Um dia voltarei, está prometido.

publicado às 12:40

Manhãs

por AL, em 10.03.13

O cheiro do café que côa, o calor do pão em gotas no saco, o silêncio da casa que dorme e das ruas ainda sózinhas, o céu que teima em cinzento, as árvores em sussurros de vento, a serenidade lenta do despertar, a música que continua o momento. Há manhãs assim.

AL

publicado às 04:39
modificado por jpt a 23/1/15 às 01:51


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