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Simpósio

por jpt, em 20.03.13

(Fotografia de Helena Ferro de Gouveia)

 

Helena Ferro de Gouveia, consóror bloguista, veio a Maputo e conta como foi a sua permanência em curta missão de trabalho. E tem a simpatia de referir o simpósio blogal que por cá aconteceu. Ficamos à espera da próxima vez.

publicado às 22:44

Parece um filme,

por jpt, em 20.03.13

Administradora Maria Teodora Cardoso

Teodora Cardoso, administradora do Banco de Portugal, parceira de José Magalhães

 

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, parceiro de José Magalhães

José Magalhães, o secretário de estado que esbanjou o erário público em bric-a-brac maçónico

 

 


 

 

daqueles americanos, aquelas teias quase inquebrantáveis, apenas vulneráveis ao lone ranger - acabo de ver "Protegendo o inimigo (Safe House)" com Denzel Washington, um dos inúmeros exemplos dessa mitologia americana. Pois acabado o filme passo pelos telejornais portugueses e vejo (na SIC) o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, a falar num evento chamado Fórum das Políticas Públicas, organizado pelo ISCTE, e também aqui narrado, anunciando a sua visão do futuro económico do país. A seu lado outro membro da administração do Banco de Portugal, a dra. Teodora Cardoso, que bem criticou a troika. Desta gente que governa o banco central esperamos a maior ponderação e competência, ainda para mais nestes tempos conturbados. Que sejam um garante das finanças mas também da sanidade intelectual publica.

 

Ora na mesa do tal Fórum, ladeando-os, também estava José Magalhães, antigo partenaire televisivo de José Pacheco Pereira, e em tempos um simpático precursor pois produtor de manuais de internet. E também antigo secretário de estado de José Sócrates, esse mesmo Magalhães cujo desrespeito pela coisa pública o levou a esbanjar o erário público a comprar decoração com motivos maçónicos (está aqui). Fosse noutro país democrático a carreira pública - não só política - de Magalhães estaria terminada. Seria, até hipocritamente, evitado por todos. Correligionários explícitos e implícitos.

 

Mas em Portugal, quando ansiamos como peixe fora de água por clarividência e honestidade, é o contrário. O governador do Banco de Portugal (e outros administradores) acham perfeitamente normal sentarem-se à mesa pública com um tipo que rouba o estado para satisfazer as suas pulsões espirituais e denotar as suas fidelidades organizacionais, anunciar as suas redes. O ISCTE, organismo público, acha normal dar sede a um tipo destes (mas no ISCTE esperamos tudo, principalmente o silêncio nada acabrunhado dos seus docentes não maçónicos).

 

Parece um filme, claro. O país a precisar de gente nova, sistema novo, procedimentos novos. E esta cáfila a amparar-se, a segurar-se. Como poderemos aceitar que num momento de crise abissal destas, de suprema desconfiança no sistema financeiro (e no político), o governador do Banco de Portugal e seus administradores, aceitam sentar-se com um tipo com um passado de más práticas governativas? A Dra. Teodora Cardoso, lesta em botar contra a troika, não lhe ocorre escolher os parceiros com quem se apresenta à informação, ao país? Não me venham com as competâncias técnicas de Cardoso e de Costa. Pois não servem. São, visceralmente, incompetentes. Pois nos lugares que têm não se podem sentar ao lado de um tipo, não sei se já disse, José Magalhães, que inaceitavelmente gasta o erário público a comprar quinquilharia maçónica.

 

Parece um filme. Mas não é. É apenas o lixo à superfície. E vai resistir. Regressar.

 

publicado às 21:42

Em 27.3.2011 coloquei aqui este postal dedicado às eleições do Sporting, então ocorridas. Nesta semana que antecede novas eleições recoloco-o. Porque nele me lembrava de uma das questões fundamentais do clube (a outra é a impossibilidade económica-financeira): a sua efectiva decadência sociológica. Como inverter o rumo?


 

Durante a noite de ontem leio num jornal que se esperava o maior número de sempre de participantes numas eleições do Sporting. Depois foi confirmado, o maior número de votos de sempre. Mas, como mostra a foto acima (retirada do jornal Record, ali sem indicação da autoria), os sócios do Sporting têm número de votos diferenciados consoante os anos de associativismo. Assim sendo é preciso realçar que estas eleições tiveram o maior número de votos mas não de votantes.

Disto retiro o que considero mais significante destas eleições. Lembrando que decorreram num momento de enorme crise do Sporting (financeira, desportiva e económica), que foram super-animadas com cinco candidatos, chegados com propostas sonoras (os tonitruantes nomes de Zico, Rijkaard e Van Basten, por exemplo, para além dos avatares de Abramovich). E que colheram a extrema atenção de três canais televisivos generalistas e vários canais de cabo, tantos deles com debates com os candidatos (e respectivos apoiantes, para além dos comentadores), uma pluralidade de canais radiofónicos, bem como três jornais desportivos diários, e inúmeros sítios da internet (já para não falar de blogs e do omnipresente [omnipotente?] facebook), todos esses meios centrados nas eleições do Sporting, e evidentemente apelando e induzindo à participação dos votantes.

Ainda assim as eleições do Sporting tiveram menos votantes (não menos votos, devido à ponderação que acima refiro) do que as realizadas em 1988 e 1989, onde a atenção mediática e o "aquecimento" do ambiente era bem diferente [então apenas existiam dois canais de televisão estatal, havia menos rádio, menos imprensa desportiva, e inexistia a internet]. Isto demonstra bem a redução do peso do clube na sociedade, da adesão, do fervor (por mais confusão que haja na madrugada pós-eleitoral). E ainda o envelhecimento dos sócios (mais votos pois têm mais anos de inscrição). Que a nova direcção tenha isso em conta. E que tente inverter, em Portugal e no estrangeiro, o emagrecimento do clube.

publicado às 08:29


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