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Politeísmo (23): Porque sim

por AL, em 21.03.13

AL (para o P)

publicado às 16:25
modificado por jpt a 7/9/13 às 14:18

As eleições do Sporting são este fim-de-semana. Por isso e pelo processo que as anteceu lembro este meu postal "Sporting sem norte nem sul" (26.2.2011), um mês antes das últimas eleições. Reproduzo-o, não só pela sua actualidade também facial. Mas porque tão premonitório que até me angustia (terei eu o dom? poderes?). Avanço uma das frase que lá deixei, repito, há dois anos, um mês antes de Godinho Lopes ter sido eleito: "O godinhismo, avatar da cleptocracia lusa do bloco central, será apenas o peido-mestre do clube."


 

 

 

 

 

 

Em Janeiro o então presidente do Sporting (ex-director financeiro do presidente Roquette) anunciou a nomeação de um vice-presidente para o futebol, José Couceiro, treinador de futebol de profissão. Este chegou e afirmou que "nunca treinaria o Sporting". Quinze dias depois Bettencourt (antigo director financeiro de Roquette, naquele momento primeiro presidente remunerado do Sporting) demite-se (quinze dias depois de incluir um vice-presidente, frise-se). Agora, um mês e meio depois Couceiro torna-se treinador do clube. Um clube e uma gente "sem rei nem roque", sem norte nem sul. Daqui a um mês eleições. Apresta-se a elite sportinguista para cerrar fileiras em torno de Godinho Lopes (o homem dos barcos da Expo-98, e que a justiça estatal não conseguiu prender) e de Luís Duque (o homem indiciado por qualquer coisa e que a justiça estatal não conseguirá prender). Para compor o ramalhete chamaram o apoio de Angelo Correia, essa imensamente narrável personagem do submundo político português (dizem até que Passos Coelho é sua criatura, o que anuncia tempos desgraçados para Portugal). Godinho e Duque foram ambos cruciais no grupo de interesses, ligados à banca e à construção civil, que em quinze anos construíu um Sporting sem património imobiliário e devedor de 400 milhões de euros (Bettencourt dixit). O povo, sportinguista ou não, que todos os dias vê na televisão e no supermercado o que provoca a avidez usurária e cleptocrática destes meliantes de nome sonante e empregos reluzentes, esquece-se da tralha que enfrenta porque é da bola que se trata. Alguns até esfregam as mãos, acreditam que tendo uns mariolas no poder será possível vencer o gabiru Pinto da Costa e o mafioso Rui Costa (o homem dos túneis). Enganam-se, Roquette vinha com essa fama, tinha enganado o Estado e a sociedade, vendera um banco aos espanhóis (uma ilegalidade, então) torneando a lei. Chegou ao Sporting com essa aura, de aldrabão iluminado. Quinze anos depois o roquetismo provocou um Sporting falido. Arrombado. E com toda a certeza que alguém roquetou, muito ganhou. O godinhismo, avatar da cleptocracia lusa do bloco central, será apenas o peido-mestre do clube. Ainda haverá algo para dissipar? Para transportar? No meio desta merda toda Couceiro, o vice-presidente que "nunca irá treinar o Sporting", ainda é o mal menor. Mas, entenda-se, é uma vergonha. De desnorte e de dessul. E vai ser pior daqui em diante. Por muito que agite, malandro, o apelido Peyroteo.

publicado às 04:59


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