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Esta semana a sessão dos seminários do Departamento de Arqueologia e Antropologia da UEM terá uma comunicação de Jason Sumich, que vem com o nome de "Tenuous Belonging.  Citizenship and Democracy in Mozambique".

Acontecerá na terça-feira, 12 de Março. Às 10 horas. No anfiteatro 1502 da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, no campus universitário.

 

Sumich investiga a realidade moçambicana há já bastante tempo. Dele proponho dois textos acessíveis: The Illegitimacy of Democracy?: Democratisation and Alienation in Maputo, Mozambique (2007) e "Nationalism, Urban Poverty and Identity in Maputo, Mozambique (2010) .

Para maior conhecimento poder-se-á visitar a sua página na rede Academia, onde colocou vários textos relativos às pesquisas que vem realizando no país.

publicado às 17:00

rés vés Champ d'Ourique

por FF, em 10.03.13


Há quem diga que é o melhor bairro de Lisboa. Sendo que, para mim, Lisboa é uma das cidades mais bonitas que conheço, logo Champ d'Ourique é um dos melhores bairros, que conheço. As classificações valem o que valem, os unanimismos também. Para mim é unânime, Champ d'Ourique é o melhor bairro do mundo. Ainda por cima, estas emoções aumentam há medida que o coração se aparta, fisicamente, apenas fisicamente. Hoje dá-me ganas do melhor pastel de nata de Lisboa, ou até mesmo do melhor bolo de chocolate do mundo, e da açorda de gambas dos passarinhos.

Um dia voltarei, está prometido.

publicado às 12:40

Manhãs

por AL, em 10.03.13

O cheiro do café que côa, o calor do pão em gotas no saco, o silêncio da casa que dorme e das ruas ainda sózinhas, o céu que teima em cinzento, as árvores em sussurros de vento, a serenidade lenta do despertar, a música que continua o momento. Há manhãs assim.

AL

publicado às 04:39
modificado por jpt a 23/1/15 às 01:51

Finta Finta, de Paola Rolletta

por jpt, em 09.03.13

 

Abaixo a AL referiu o livro "Finta Finta", uma selecção do futebol moçambicano através dos próprios jogadores e suas histórias de vidas, agora ofertado a um ministro português.

Justifica-se recordá-lo. Não só pela autora, uma jornalista que é amiga deste blog, no sentido em que é amiga de alguns de nós e a gente gosta disso. Também por esses afectos, coisas da sua doçura, mas também porque gostamos do que faz, há uma série de textos dela metidas e/ou referidos no blog, basta consultar Paola Rolletta e conhecê-los.

Para mim tem também um significado especial este "Finta Finta". Pois no seu lançamento imaginei-me repórter e fiz a crónica do evento, mesclada com uma leitura do livro. Está aqui:"Finta Finta".

Passados dois anos o livro ainda não se esgotou, podem ir buscar. Em Portugal não. Haveria, com toda a certeza, público consumidor. Quando saíu teve referências elogiosas nas estações televisivas e nos semanários (ou diários aos fim-de-semana) da praxe. Mas ninguém se lembrou de o editar.

Nem vale a pena comentar. Não é a publicar ou vender livros que ganho a vida. Mas que há tipos que enfim ... há.

publicado às 14:28

Sem palavras

por AL, em 09.03.13

AL (imagem retirada de:gurbuz-de.com)

publicado às 11:10

Piadinha farçola

por AL, em 09.03.13

Feizal Sidat (Presidente da Federação Moçambicana de Futebol)/Miguel Relvas/Fernando Sumbana (Ministro do Desporto)

 

 A propósito da recente visita de Miguel Relvas a Maputo, mão amiga envia-me fotografias do momento em que este, Miguel Relvas, é agraciado com o belíssimo Finta-Finta da autoria da minha amiga Paola Rolletta. Será que o gesto lhe confere a licenciatura em ciências do desporto?  (pergunto eu armada em esperta e interesseira)

É que assim sendo, eu aviso já que me qualifico a mestrado – não só li o livro, como acompanhei a Paola nalgumas das suas andanças e até matabichei em Faro com o Daúto Faquirá (um autêntico cavalheiro).

AL 

publicado às 10:32

 

 

Onoda, o soldado japonês que resistiu 30 anos na selva filipina, tendo-se rendido apenas em 9 de Março de 1974. É uma das histórias míticas da minha juventude. Agora, como efeméride, lembrada no Le Point. Para quem não lê francês deixo a página de wikipédia que lhe é dedicada.

Uma história espantosa.

publicado às 07:01

Semanário blog-in

por jpt, em 09.03.13

 

Uma muito interessante entrevista sobre Hitchcock, no Da Casa Amarela.

 

"Os problemas têm solução", um postal obrigatório, para pontapear a depressiva escatologia dominante.

 

Os Nossos Tempos, um blog dedicado em particular à astronomia e sua história. Vale para acompanhar.

 

"O melhor bordel do mundo", visitado pelo Pedro Bidarra.

 

Notícia da publicação de "Os Filhos do Zip-Zip", de Helena Matos, um livro que lerei. Fico até ansioso.

 

e,

 

Agradecimentos ao excelente sítio Buala, que reproduziu o meu texto sobre a imigração em Moçambique.

 

Continuo a resmungar com a "lusofonia". Agora nos comentários de um postal de Alexandre Pomar.

publicado às 04:14

 

A actriz protagonista. E o anúncio do filme em questão:

 

 

 

Ao longo do ma-schamba bem tenho resmungado contra esta piroseira do calendário laico, que a cada dia de santo católico (mais ou menos mágico, mais ou menos antepassado local) - essas superstições das brumas de antanho que vão sendo acarinhadas pela plutocracia apostólica romana - quer substituir por uma santa causa. "Ele" é o dia contra o cancro, contra a gasolina, contra o não-sei-quê. E, às vezes, a favor disto ou daquilo. São os santinhos pós-modernos, é o que é.

 

Mas que sirvam para alguma coisa. Para pensar. Hoje vem-me este "Volver" ("Voltar"), um filme fascista do espanhol Almodovar, um cómico que teve sucesso nas últimas décadas de XX, navegando a "movida" de Tierno Galvan e as olimpíadas de 1992. E muito dado à afirmação das mulheres, construtor, gabam-no, de grandes personagens femininas. A lembrar no dia que querem internacional das mulheres.

 

Este "Volver" foi o último filme dele que vi. Como nos seus anteriores fui lá à procura de um sorriso mais continuado, um pouco de boa disposição, ainda que a verve do cineasta se tenha vindo a esgarçar. Saí irado, enjoado tamanha a repugnância. Sim, tem Penelope Cruz, actriz que faz vacilar os mais arreigados valores. E com ela, as outras boas actrizes (a corte do cineasta) e Almodovar ele mesmo, pelo que todos aplaudem.

 

Não vou resumir a historieta, uma quase-saga familiar, centrada num conjunto de mulheres com garra e esguias na acção, cativantes, industriosas, combativas. Personagens para cativar, seguir, acarinhar. Há quatro homens no filme, todos trastes ou a modos que isso. Dois secundaríssimos, um assistente de produção cinematográfica, que ensaia a sua posição para uma deslambida sedução; um pobre dono de restaurante, meio-falido e notoriamente incompetente, sobre o qual se deixa a névoa de um suave assédio com base na sua posição de patrão. E dois relevantes: o marido de personagem de Penelope Cruz (sobre a qual tentam agir os anteriores, claro), um verme ébrio, mandrião, futeboleiro, que tenta violar a sua filha (não-biológica) púbere. E o pai de Penélope Cruz, com fortes tendências polígamas. Estes dois são assassinados, um involuntariamente, o outro, o pobre pai "infiel", queimado vivo pela pérfida ciumenta mulher.

 

O filme é a sorridente consagração destes assassinatos, o elogio das mulheres rijas, belas, activas e autónomas, que matam os homens. Lhes congelam os cadáveres. Queimam os corpos. O povo ri-se, paraboliza a tralha. Almodovariza-se, claro, que ainda é chic.

 

Lembro-me que então saí do cinema como "homem à beira de um ataque de nervos". Fosse este o registo elogioso numa cobóiada a tratar assim os índios, num filme israelita a tratar assim os árabes ou vice-versa, um stallone a esmagar tardo-vietcongues ou neo-aladinos, um anacrónico grupo de "maquisards" a esventrar alemães na Bretanha ou sei mais lá o quê, e a gente resmungaria sobre o tom. Assim não. Gosta-se, o contrário "fica mal". Resmunguei, disseram que era um exagerado, que via coisas, ideologias, onde elas não existem.

 

Passados anos, há algumas semanas, fui a Nampula. Fiquei numa agradável pensão, a "Ruby". Onde às quintas-feiras se organiza um "walk-in", no pequeno jardim há cinema.  Regressei de Angoche numa quinta, por lá me realojei. Havia cinema, umas dezenas de espectadores. O filme era o "Volver". Sorri, e lá fiquei a esconder a febre com uns whiskies e a olhar a Penelope Cruz. No final as senhoras presentes passaram os pequenos filmes, alusivos ao dia que era - e que eu desconhecia. Era o dia do "One Billion Rising", contra a violência masculina.

 

Um filme de causa, ali confirmei, uns passados anos. Em Nampula, imagine-se. Que não  é, exactamente, o mais cosmopolita dos locais.

 

Causa justa, dizem. "Gender", anglicizam. Queimem os infiéis, ululam. 

 

É o dia internacional destas mulheres? Hoje, 8 de  Março, é o dia de São João de Deus. Antes ele, antes essa superstição, que estas derivas fascistas das "boas causas".

publicado às 17:03

João Rocha

por jpt, em 08.03.13

Acabo de ler que faleceu o Senhor João Rocha, o grande (enorme) Presidente do Sporting. Ainda, até hoje, o meu presidente. Comovo-me.

 

Sobre essa grande personalidade cito a nota do Record:

 

"João Rocha foi presidente entre 1973 e 1986. Além de competente gestor, João Rocha relançou as modalidades – casos do atletismo, andebol, basquetebol, hóquei em patins e ciclismo – a um patamar nunca antes alcançado. Durante os seus mandatos o clube conquistou 1.210 títulos nacionais, 52 taças de Portugal e oito taças europeias várias modalidades, que nessa altura eram 22 e movimentavam 15.000 praticantes. No futebol conquistou inúmeros títulos, tendo logo na primeira época resultados brilhantes: o Sporting foi campeão nacional, venceu a Taça de Portugal e chegou às meias-finais da Taça das Taças. Yazalde recebeu a Bota de Ouro pelos 46 golos que marcou e que ainda hoje constituem recorde na Europa. O número de sócios triplicou com João Rocha, cuja ação foi decisiva para a construção da bancada nova, de doze ginásios, dos pavilhões polivalentes, da pista de tartan, da Loja Verde, tribuna de honra do estádio, sala de bingo, centro de estágio de ciclismo, sala de convívio Joaquim Agostinho, e 6 mil novos lugares nos topos norte e sul.

 

Uma breve nota que não lembra que João Rocha ascendeu à presidência num contexto de crise do clube. E que o fez o crescer no meio das convulsões que se sucederam ao 25 de Abril de 1974 (abençoadas e democratizadoras, mas na altura com toda a certeza a "confusionarem" a administração de um clube desportivo). Servindo-o, e à comunidade.

 

Foi o presidente da minha juventude. De quando era um prazer ser do Sporting. E de quando era um orgulho ter um presidente como ele.

 

Seria, mais tarde vim a desconfiar, um homem de outro tempo. Não destes últimos tempos, destas últimas décadas. Nos quais, no dirigismo desportivo e não só, Portugal precisaria de Homens como este.

 

Mas não os tem.

publicado às 09:27



Não sou o maior fã de dias disto ou daquilo mas as Mulheres, praticamente sem excepção, merecem bem a efeméride. Nem que seja por aturar os galfarros...

Assim. em jeito de singela homenagem e sentido agradecimento pela paciência e pelo resto que não é pouco, fica a melhor formação dos Deep Purple com o endiabrado Ian Gillan na voz e o Richie Blackmore a puxar pelas cordas (da guitarra e pelas vocais do Ian) neste Dia da Mulher. Internacional, Mundial, Nacional, Regional, o que seja.

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publicado às 07:44
modificado por jpt a 7/9/13 às 14:21

Politeísmo (14): Dexter Gordon

por jpt, em 08.03.13

 

 

Culto. (e com esta hora de filme aqui se proporciona um programa para o fim-de-semana. Qualquer fim-de-semana. Qualquer dia.)

publicado às 07:38

Parabéns

por jpt, em 07.03.13

 

[Fotografia de Miguel Valle de Figueiredo]

 

O "nosso" MVF cruza hoje um dos seus aniversários, um jovem assim chegando-se a uma idade nada relacionada com o conteúdo desta sua fotografia. Felicidades, pá, e tem um bom dia. E um abraço e um beijo, mandados cá de longe.

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publicado às 05:01

Gemuçando

por jpt, em 06.03.13

 

 

A ilha na frente de Angoche é espantosa. O sol era imenso. Nisso lembrei-me de umas aguarelas que o Gemuce pintou nos anos 1990s na Ilha de Moçambique - e algumas ficaram em nossa casa. Inundei a máquina de luz e disse "vou gemuçar". O resultado foi péssimo, falta de sabedoria no maneio daquilo. É até penoso mostrá-lo. Mas fica aqui, com um abraço ao Gemuce. Talvez um dia venha a conseguir gemuçar ...

publicado às 15:45

Imigrações

por jpt, em 06.03.13

 

O meu texto no Canal de Moçambique de hoje, naquela coluna por demais irregular, a "Ao Balcão da Cantina":

 

Imigrações

 

A semana passada o “Canal” publicou três textos dedicados à questão da imigração em Moçambique: um editorial do Diário de Moçambique, com um âmbito mais alargado; uma já célebre “carta aberta aos portugueses”; e uma outra “carta aberta” que intenta responder à argumentação ali levantada. Enfim, os textos já têm um mês mas a questão está um pouco para além da mera actualidade.

 

Ao ler o jornal fiquei um bocado … ciumento. Pois eu também escrevera a propósito da carta de Núria Negrão, e fui aqui “esquecido”, remetido para o “banco de suplentes”. Decerto que castigo por me ter ausentado desta coluna, devido a viagens realizadas. Como todos sabemos não há pior sentimento do que o ciúme, que nos leva às mais irracionais decisões. E é ele que me faz colocar aqui essa minha resposta à "carta aberta aos portugueses" ... [anteriormente colocada no ma-schamba]

publicado às 10:42



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