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 Um dos legados mais interessantes, e a um tempo originais, que a extinta URSS deixou, pode verificar-se nos cartazes (posters) de propaganda de enorme qualidade produzidos ao longo da sua existência. Alguns defendem que Lenine terá sido o criador da primeira máquina da moderna propaganda - o nacional-socialista Goebbels não passará, portanto, de um seguidor atento e desenvolto - desde os mais singelos selos de correio às esculturas monumentais, passando pelos enormes desfiles de glorificação do 1º de Maio, o Dia do Trabalho ou do Trabalhador  , um dos mais importantes feriados do calendário na União Soviética (a partir de 1992 na actual Rússia o 1º de Maio é designado por Dia da Primavera e do Trabalho em tradução livre).

Ficam alguns exemplos do magnífico trabalho produzido pelo óbvio talento de vários artistas. Do operário hercúleo e corajoso liderando a luta de classes ao olhar cândido e esperançoso de embebecidas crianças, passamos por imagens românticas, quase bucólicas, de trabalhadores rurais, não esquecendo os simbólicos adereços de valorosos atletas (flores para elas, espingardas para eles), há de tudo para todos. De notar que os artistas vanguardistas russos/ soviéticos, foram os percursores da incorporação de fotografias no que agora se chama em bom Português, "design gráfico". 

 

Vosso

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publicado às 21:42

Reservado ao SLB

por jpt, em 01.05.13

Um grupo de indivíduos que se identificam com o bairro lisboeta do Casal Ventoso foram à Praça do Marquês de Pombal e no pedestal da estátua que lá habita grafitaram "Reservado ao SLB", já antevendo a festa da vitória no campeonato nacional de futebol. Nos locais públicos da palavra (jornais e blogs) vejo vários lamentos pela nada estética e até vândala atitude. E leio uma declaração dos serviços da câmara municipal lisboeta, dizendo que irão limpar a estátua e lamentando ter que gastar um qualquer milharzito de euros nisto. Fico estupefacto. Porquê? A cidade está pejada de grafitanços. Mesmo um pouco acima daquele local, na Fontes Pereira de Melo, a câmara entregou uns prédios devolutos - enquanto não eram transformados em torres de vidro pelos "industriais da construção civil" - à chamada "arte de rua" (em inglês, sempre). Lisboa é, literalmente, uma cloaca gráfica. Nos bairros históricos, nos bairros centrais, nos arredores.

Em assim sendo qual a razão desta tão selectiva vertigem purificadora? Que torpe preconceito leva a que se limpe o pedestal do "Marquês" e se deixe (e até promova) a javardice (meta)circundante. Um preconceito contra o Benfica? Contra o futebol? Contra o Casal Ventoso? Ou contra aqueles que não disfarçam a merda que fazem dizendo-a arte?

Apague-se antes a câmara, sff. E deixe-se esta "reserva". E parabéns aos benfiquistas ("Capelas" à parte, têm jogado à bola).

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publicado às 10:56

Assunção Cristas

por jpt, em 01.05.13

 

A notícia é simples, e ligo para uma página que me parece ser do Bloco de Esquerda, e à qual chego através do facebook (aqui). E comprovo-a na SIC . As causas para a surpreendente e avassaladora hecatombe das abelhas europeias estão encontradas, um trio de pesticidas (tioametoxam, imidacloprid e clotianidin).  Os indícios científicos são relativamente explícitos, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (que julgo ser um organismo consultivo da Comissão Europeia) também o considera.

 

Agora houve uma votação no seio da Comissão Europeia para banir estes pesticidas, protegendo a população das abelhas. Não só se introduziram "nuances" (daquelas que minoram os efeitos positivos almejados) como sete países se recusaram a votar favoravelmente, impedindo a maioria qualificada na votação que permitiria uma rápida e eficaz política. Portugal, que neste assunto tem a tutela da ministra Assunção Cristas, num assunto desta gravidade ecológica decidiu ... abster-se. Em defesa das indústrias produtoras (Bayer, Syngenta).

 

É uma vergonha. Inadmissível. Que caia a ministra, já! E que se assuma, neste caso particular, uma veemência no combate a essa "guerra química".

 

E para que não se diga que tenho má vontade contra o governo ou a ministra, que fique explícito que Assunção Cristas veio a Maputo há pouco. A viagem foi risível, "correu mal" (na suave linguagem diplomática), uma pura pantomina. E este bloguista, que entre esplanadas foi ouvindo o habitual "vocês ....!" (entenda-se, "vocês" portugueses, que não há maneira de aprenderem) não me pus a blogar contra a ministra. Até porque nisto da incompetência para as relações externas e da falta de sentido de estado, a gente está mais do que habituado a encontrá-las nos políticos içados ao poder.

 

Mas nisto, nesta questão, francamente, é demais. Que vá já a ex-ministra. E com o ónus da indecência. A colher o desprezo dos compatriotas. Das várias "cores".

publicado às 00:53


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