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Felicidade cá em casa. Pois o nosso sobrinho (e primo) Francisco Alves acaba de renovar o seu título de campeão nacional sub-20 de surf, culminando esplendidamente a sua carreira júnior, enquanto vem somando sucessos já no escalão profissional superior. Pois anteontem terminou o Moche Projunior 2013 na praia internacional do Porto (reportagem aqui). Com mais um sucesso.

 

 

O Francisco (Alves) está a cumprir o seu sonho e a seguir o seu caminho. Que persegue com afinco, dedicação e trabalho. Que os deuses das águas e os patrocinadores o apoiem, o quanto ele merece. Por ele, claro. E pelos sorrisos vaidosos com que as suas admiradoras me enchem a casa.

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publicado às 10:04

Adopção por homocasais

por jpt, em 20.05.13

 

Em Portugal votou-se agora favoravelmente a possibilidade dos casais homossexuais adoptarem crianças. Uma pantomina, uns deputados ausentaram-se num "vou ali e já venho" para não votarem, partidos deram liberdade de voto (como é possivel que um deputado não tenha sempre essa liberdade? e se há restrições a esta, que raio de hierarquia existe, que nas questões cruciais como esta cada um vota como quer e nas comezinhas das aprovações quotidianas há limites?).

Marinho Pinto, o populista com que a esquerdalhada anti-democrática vibra, vem agora em sentido contrário, negar a adopção homossexual e apupam-no. O que tem piada. Os "campanhistas" homófilos continuam as suas execráveis campanhas, tipo "os heterossexuais abandonam as crianças que nós queremos adoptar" - não, o que choca não é apenas o desrespeito pelo facto de pessoas morrerem e deixarem orfãos. É também a malfadada culpabilização sobre as pessoas. A mesma escória "gayófila" que agora culpabiliza os pais biológicos que abandonam crianças passíveis de adoptar é a escória que em torno do aborto (dita "interrupção voluntária de gravidez") se fartou de contextualizar, socio e culturalmente, as pobres mães "obrigadas" a abortar (ou a abandonar os recém-nascidos), assim "desculpabilizando". Agora, porque dá jeito à retórica, recupera-se a malfadada "culpa" (já agora, aquela "culpa" que submergiu os homossexuais durante tanto tempo).

E continuo a ouvir e ler o medíocre argumento de que é melhor entregar as crianças das instituições onde são mal-amadas aos casais homossexuais, uma espécie de mal menor. E estes surgindo como uma solução de última instância, a ficarem com o refugo adoptável. Ninguém quer o estafermo? Então que fique para os bons dos homossexuais. E é isto que os "campanhistas" verbalizam, sem qualquer pudor.

Deixemo-nos de coisas, como disse uma vez Manuela Ferreira Leite, o casamento serve para procriar (produzir filhos, criá-los e regular a atribuição dos bens). O resto vem por acréscimo, do Corin Tellado às novelas brasileiras passando por Bollywood e as comédias românticas da velha tarde de cinema. Então a esquerdalhada homófila, ignorante e raivosa, atirou-se ao ar com o óbvio assim afirmado. 

O casamento serve para (pro)criar. É esse o fundamento da instituição, muito para além das coisas de cada um. Como tal se se legislou a possibilidade do casamento homossexual isso traz, obrigatoriamente, a possibilidade de adoptar (e do acesso às modalidades de procriação assistida). Apenas a torpe hipocrisia do legislador de então permitiu esta delonga. Nisso se sublinhando a pacóvia cobardia daqueles deputados, os de então e os d'agora, os da "liberdade de voto" e os do "vou ali e já venho".

E é tempo de abandonar, de vez, esta miseranda e desprezível retórica culpabilizadora adoptada pelo movimento homófilo. Padresco.

publicado às 09:14

Vieram aí os russos?

por jpt, em 20.05.13

 

 

Há dois meses foi no Chipre: foram-se aos depósitos do povo, que é cipriota, e pimba, sacaram-lhes parcela. Na altura botei que um dia destes iriam aos dos outros, que não são cipriotas. Mas logo foi justificado o acontecido, ao que consta os bancos cipriotas estavam atulhados de dinheiro russo, sabe-se lá exactamente porquê, e que foi essa a razão do saque realizado.

Ontem ao jantar sou avisado por voz algo preocupada. A notícia até já tem dias, mas na azáfama cá de casa nela não atentáramos: o governo português vai avisando, acima dos 100 000 euros de poupanças a gente não poderá estar descansada (e abaixo também não, direi eu, que isto do "sacro[e]ssanto" respeito anunciado pelo ministro tem "algo que se lhe diga"). Decerto que os russos vieram por aí abaixo, sem que percebessemos, e encheram o banco público dos macro-investimentos mal parados [ai a CGD, administrada por mandarins dos(s) partido(s)] e os grão-bancos privados. Foi isso, abramovichámo-nos sem ver?

A lógica actual é simples: vai-se às reformas e tira-se-lhes parte. Sendo que a esmagadora maioria dos reformados não será propriamente muito abonada. E vai-se aos tipos que fizeram algumas poupanças (por maior que seja a demência populista: um tipo que tem 100 000 euros não é, seguramente, um oligarca e, muito menos, um plutocrata). Ou seja, vivemos anos a ouvir dizer que se "gastou demais" (e sim, a sociedade gastou demais, o que é bem diferente do que dizer que as pessoas consumiram demais, quais viciosos ou prostituídas imbecis). E agora pune-se aqueles que tiraram do consumo, os que descontaram para a reforma e/ou aforraram.

Nã, Gaspar até pode estar bem-intencionado (eu acho que sim) e ter várias razões (dado que a "Razão" ninguém tem). Mas, nã (repito), assim não se vai lá. Qual a solução?

Desconfio que este colchão Onix-Bristol não dê a segurança necessária, que logo brotariam os assaltos à mão-armada. Ou, pior, a proibição de levantamentos bancários. Daí que o melhor será mesmo ir até Bristol depositar o caixote preenchido durante a vida. Ou algum visitante tem melhor conselho?

publicado às 08:46


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