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Rolando Teixo, de Pedro Bidarra

por jpt, em 14.07.13

 

Há alguns meses percebi que o Pedro Bidarra bloga no Escrever é Triste, onde se apresenta (também) deste modo: "As pessoas vêm sempre de algum sítio. Eu vim dos Olivais-Sul, uma experiência arquitecto-sociológica que visava misturar todas as classes sociais para a elevação das mais baixas e que acabou por nos nivelar a todos pelo mais divertido.". Não será um caso único mas isto de vir(mos) dos Olivais deixou uma rede qualquer, nem de perto uma "irmandade" mas decerto que uma atenção particular. Assim como se, noutro tipo de sociedades, tivéssemos sidos iniciados conjuntamente.

Leio que publicou agora o romance Rolando Teixo. Fico alerta. Tipo ... espero que o livro se venda no quiosque do aeroporto da Portela, para que mal chegue eu a Lisboa o possa arrecadar. Mas não só por causa do tal compadrio bairrista. Pois conheci o autor há mais de 30 anos e se algum traço o caracterizava era a verve. Mais aquilo que a animava. Uma memória que me convoca para o Rolando Teixo.

publicado às 17:14

  

(Postal no Delito de Opinião)

 

É costume ouvir e ler queixumes sobre o estado actual do ensino em Portugal, críticas aos modelos pedagógicos, aos currículos, ao ordenamento estatal (ministerial), aos paradigmas vigentes (o celebrado "eduquês"). Tudo isso, diz-se, que implica um défice das capacidades dos cidadãos. Não vou discordar, ignorante que sou das múltiplas dimensões da(s) problemática(s). Mas ocorre-me, talvez mais do que nunca, que a hipotética existência desse problema assume uma dimensão histórica, o "tempo longo", pois será uma questão de décadas, no mínimo. Deduzo isso pela constatação da generalizada iliteracia. Detecto-a agora, nestes últimos dias, na quantidade de textos vistos in-blog, in-facebook, nos sítios electrónicos dos jornais, nas tvs, em que os seus autores [gente entre os 30 e os 60 e muitos, na maioria licenciados e todos, visivelmente, com um mínimo de frequência do ensino secundário] afirmam, sonora e arreigadamente, que não são capazes de compreender a reduzida complexidade  deste texto.

 

Não se tratará de um défice de habilidades hermenêuticas, também elas disponibilizadas pelo sistema de educação. É mesmo uma questão de iliteracia, a um nível ainda mais básico. Que remete a tal crise para décadas bem anteriores, quando esta mole agora locutora frequentou os vários níveis do ensino nacional.

 

Mas há um outro registo, muito positivo. Esse lamento público (potenciado agora pela avalanche da palavra pública, via redes sociais e massificação da comunicação social) denota, vigorosamente, que as pessoas já não têm vergonha de publicitarem a sua ignorância, a sua incapacidade. Assim demonstrando que a percebem já não como uma natureza (até vergonhosa, num quadro de valores culpabilizador) mas sim como um estado transitório, algo a ultrapassar. Uma extrema e saudável mutação cultural, laica, democrática. E que convoca o sistema de educação nacional a acudir a tantos excluídos, apesar dos títulos académicos e conclusões "liceais", de uma corriqueira utilização da língua portuguesa. 

 

A realfabetização de adultos impõe-se. Haja recursos para tal.

publicado às 17:12

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por jpt, em 14.07.13

Wazimbo:

 

publicado às 10:00

Politeísmo (51)

por jpt, em 14.07.13

publicado às 08:04


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