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publicado às 23:04

Globalização 2

por jpt, em 24.08.13

Um nicho de um Maputo desaparecendo, a velha Baixa.

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publicado às 20:55

Politeísmo (68)

por jpt, em 24.08.13

publicado às 19:20

Bruma

por jpt, em 24.08.13

 

Nunca vi Bruma a jogar ao vivo. E acho que nunca lhe vi um jogo completo na TV. Assim nem sei opinar sobre a sua qualidade, mais um da longa lista de extremos que o Sporting vem apresentando: extraordinário, como Futre ou Cristiano ou (vá lá, que jogava nas alas) Figo? Excelente como Simão ou Nani ou Quaresma? Ou será mais comum, a expectativa muito aumentada pelo entusiasmo dos meus co-sportinguistas e pela retórica dos "jornalistas" desportivos?

 

Assim sendo, da qualidade dele não sei dizer. Mas o processo em que foi metido é interessante. Mostra como as coisas do futebol nos colocam parêntesis na forma como vemos o resto. Os adeptos, quantos deles empregados, prontos à greve ou ao protesto (ou à maledicência), torcem nestes casos incondicionalmente pelo patronato. Os contra-adeptos, quantos deles empregados ou patrões ou liberais, prontos à concertação social, à concórdia, ao contratualismo, nestes casos torcem incondicionalmente pelos "direitos dos trabalhadores" (desde que tal prejudique o clube adversário).

 

A história da Bruma é triste. Não que o (meu) Sporting seja realmente exemplar na forma como trata os seus profissionais - falo da história recente, não desta direcção que, até agora, me parece muito empenhada. E, que como tantos clubes-patrões, não mereça ser confrontado por gente que defenda os interesses dos jogadores, miúdos, relativamente ignorantes dos meandros jurídicos, fiscais, contratuais, e potencialmente explorados pelos clubes. Mas mesmo assim o caso tem contornos muito próprios, tudo parece um daqueles filmes americanos sobre o mundo do boxe, com jovens fortes e ágeis, sobre-empenhados no jogo, e totalmente sugados pela "entourage" canibal. Conhecemos o "the end".

 

Nem fui lendo tudo aquilo que a "gente" de Bruma (agente, advogado, sei lá mais quem) vem dizendo aos jornais. Mas algumas "gordas" ficaram-me. Uma das quais foi o agente dizendo que o Sporting o tinha enganado, queria ele a renovação de um conjunto de jogadores ("seus", como diz, desnudando-se pela semântica da sintaxe) e como o clube não o quis então impediu a renovação de Bruma e levantou este processo. Ou seja, quer mecanismos de "contratação colectiva" nesta actividade. E como lhe são recusados usa o destino de um jogador como pressão ou mero revanchismo. Enfim, por mais que os jogadores (em particular os putos) mereçam ser defendidos nesse mundo-cão que é o da bola, parece-me que não é este o caminho. Nem deve ser esta a gente.

 

E um outro comentário, lateral. Estamos (saudavelmente) habituados a defender as minorias, identitárias. Como imigrante (e não só) sou particularmente sensível a isso. Este caso é ilustrativo. Pois estes meus patrícios, oriundos de África, são a mostra de algo interessante. É que se os direitos colectivos (e individuais) das minorias são importantíssimos é necessário perceber que nestas habitam muitos gabirús. Parece-me ser o caso.

 

Jogando no Sporting ou alhures, que o puto não acabe mal. Sugado e desiludido. Ainda vai a tempo.

 

(Postal também colocado no Delito de Opinião)

publicado às 06:55

Djávenho*

por jpt, em 24.08.13

 

Djavan não é exactamente "a minha praia", coisa do gosto pessoal. Mas é um artista de mão cheia. Recentemente, e por duas vezes, esteve para actuar em Moçambique, venderam-se bilhetes, e depois tudo foi cancelado. Deram brado as situações, julgo que uma por doença inesperada do músico (acontece) e outra por incumprimento contratual do produtor aqui (não deveria acontecer). Enfim, episódios que ficaram na história do "show business" em Moçambique - infelizmente demasiado polvilhada por episódios menos bem conseguidos, com alguns produtores a desrespeitarem o público. Agora Djavan vem aí, mesmo, numa produção mais cuidada e competente.

 

Dia 12 de Setembro em Maputo, como ele aqui anuncia o seu "djávenho" - até para acalmar as desconfianças dos anteriormente desiludidos:

 

 

E aqui um excerto de Djavan em 2013, no espectáculo que vem aqui apresentar, na íntegra.

 

 

 

Então divirtam-se lá no espectáculo ...

 

 

*Não resisto a este piscar de olho a este particularismo do português moçambicano, isso da constante troca do "ir" pelo "vir"...

publicado às 06:13


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