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Monoteísmo (14) - Canto sem cisne

por mvf, em 30.09.13

Edvard Grieg, norueguês aquecido e esquecido, a quem alguns chaman o Chopin do Norte ( o mesmo que dizer que Aveiro é a Veneza de Portugal e outras comparações infelizes...) deixou-nos isto. Por hoje.

 

publicado às 22:37
modificado por jpt a 23/1/15 às 01:42

Politeísmo (88): realeza

por jpt, em 30.09.13

publicado às 19:24

Eleições portuguesas

por jpt, em 30.09.13

 

Acerca de ontem, cá de longe:

 

Em 1985 fui professor na escola do Catujal, Sacavém (na altura um para lá do Trancão verdadeiramente dantesco). Desde então que posso dizer que tenho uma ligação biográfica a Loures. Como tal realço a vitória do PCP nessa câmara, um dos factores que torna o "Partido" o grande vencedor de ontem aí em Portugal. Saúdo, particularmente, o cabeça-de-lista, Bernardino Soares, o político português que em XXI mais defendeu a democraticidade da Coreia do Norte e justificou as posições do poder do Zimbabwé. Do resto que leio (principalmente aqui no Delito de Opinião e nas ligações aqui deixadas) pouco consigo concluir. Alguns comentadores de futebol ganharam as suas eleições e outros perderam-nas. O Presidente da República, a meio do segundo mandato, propõe a mudança da lei eleitoral exactamente no dia das eleições - quando recrutei em Mafra (onde agora o PSD ganhou a câmara) aprendi a expressão "estar a dormir na forma", que me parece adequada a esta situação. O presidente da Comissão Nacional de Eleições disse que no fim-de-semana eleitoral não poderíamos comentar política junto dos nossos amigos. E quando lhe perguntaram se era só no facebook ou se também nos blogs que isso nos era proibido gaguejou, sem saber bem o que dizer. Aposto que não será transferido para outras funções. O caciquismo patrimonialista, coisa típica dos recônditos recantos rurais e/ou insulares, terras de bagaços matinais ou vinho morangueiro, começou a ser esfacelado na Madeira e em alguns outros lugares. O racionalismo pós-partidocrático vingou em Oeiras. O PS ganhou imensas câmaras e em votos. O presidente do PS teve uma grande derrota. De Sintra tenho algumas mimadas memórias, passeios e até pic-nics com meus pais. E, mais tarde, alguns charros fumados ali pela Adraga. Tive e tenho alguns amigos sintrenses, até de pendor socialista, que entram em convulsões quando se lembram da "família Estrela" acampada lá na terra, antes de partir com armas e bagagens para Estrasburgo. Elegeram agora, por coisas da termodinâmica, Basílio Horta. Ao longo dos anos tenho contactado com várias pessoas que trabalharam sob Horta. Dizem-no um indivíduo tirânico, inepto, com vocação para o show-off. Assim fica entregue o património mundial da UNESCO. A campanha de sensibilização contra os piropos não colheu grande sucesso e o BE afundou-se, ainda mais, nas eleições. O seu co-líder João Semedo, que me dizem ser um tipo muito decente e capaz, nem a vereador ascendeu. Está visto, a campanha para a liberalização do consumo do cannabis, já tão perturbada por esta "careta" crise económico-financeira, será mais uma vez adiada. Mesquita Machado não se fez suceder. Alguns delegados camarários da Mota e Engil e da Teixeira Duarte não foram eleitos. Há um milhão de mortos nos cadernos eleitorais, que não são actualizados desde o milénio passado. Alguns proto-delegados camarários da Mota e Engil e da Teixeira Duarte foram eleitos. Em Maputo a final do campeonato africano de basquetebol feminino: Moçambique perdeu por um cesto, mesmo no fim, com a malvada Angola. O Real Madrid não está bem, nem o Manchester United. Villas-Boas cumprimentou Mourinho antes do jogo que os opôs. Um português ganhou um torneio de ténis no circuito ATP. Um outro português ganhou na ponta final uma corrida internacional de ciclismo. Alguém ganhou o mundial de hóquei em patins. Ah, e Bernardino Soares ganhou em Loures: prevejo geminações com urbes zimbabweanas e norte-coreanas ...

 

[Postal escrito para o Delito de Opinião]

publicado às 17:41

Futuro (3)

por jpt, em 30.09.13

 

 

Winslow Homer, "Furacão nas Bahamas"

publicado às 16:36

Futuro (2)

por jpt, em 28.09.13

 

Giorgione, "Tempestade".

publicado às 16:18

Entrevista com Amselle

por jpt, em 28.09.13

Jean-Loup AMSELLE // interview from BRUXELLES LAIQUE on Vimeo.

 

 

Abaixo citei Amselle, um antropólogo francês que muito aprecio (muito mesmo). Filipe Guerra trocou opiniões comigo (discordando) e teve a amabilidade de me enviar esta entrevista. Partilho-a aqui e acrescento que gostei imenso de a ouvir.

publicado às 10:50

  Um serão musical em casa da Tia Jacquelina não seria de desprezar... Isto podia pensar Mendelssohn lá onde está. As Canções sem Palavras são pequenas peças relativamente curtas e simples que fazem brilhar qualquer músico amador. Saliente-se que Felix Mendelssohn não era nenhum analfabeto, sentindo-se tão bem nas Letras como na Música e, portanto, as palavras que não acompanham estas canções são uma escolha do seu livre arbítrio artístico. Lembro que a simplicidade não deve ser confundida com parvoíce, leviendade, futilidade ou qualquer outra coisa. É simples e acabou-se. Mas Jacqueline Du Pré não era uma curiosa e deixa gravado este testemunho que é, no minímo, um mimo. A Felix Mendelssohn, um compositor tantas vezes subestimado, relegado para segundo plano, esquecidas sobretudo as suas peças para piano - efeitos eventuais do peso wagneriano anti-semita, defendem alguns -, havemos de voltar um destes dias, se puder ser, com o seu brilhante Concerto para Violino em Mi Menor Op64.                                                                                Vale a pena, se tiverem paciência e alguma curiosidade, verificar o CV do amigo Felix, deixando uma pista: Poderes só ao alcance dos deuses, como a ressuscitação, comprovou ele a sua existência, quando ao mortíssimo Bach a que não se ligava particularmente em pleno séc. XIX, o pôs a ser tocado ( melhor dizendo, interpretado...), ouvido e louvado, ao mesmo tempo que estabelecia o repertório histórico dos concertos sinfónicos actuais, com obras de J.Haydn, W.A. Mozart e L. van Beethoven.



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publicado às 15:23

Futuro (1)

por jpt, em 26.09.13

 

"Snow Storm- Steam-Boat off a Harbour's Mouth", de Turner.

publicado às 17:16

Politeísmo (87): dueto

por jpt, em 26.09.13

publicado às 16:50

Estes dois são, e espero que continuem a ser, participantes involuntários da série "Monoteísmo". Diz-se que Deus fez as almas aos pares. Verifica-se com a Martha (Argerich) e com o Evegueny (Kissin) que, pelo menos, a possibilidade existe. Sob o alto patrocínio do Wolfgang A. Mozart que, extravagante, compôs a Sonata KV521, ou como uma dividida em duas, tocada a quatro (mãos) por dois que se tornam unos, se tornar fácil sendo difícil. Tudo em Dó Maior e pelo mesmo preço. Há quem defenda que a coisa deve ser tocada em dois pianos e talvez assim devesse ser. Olhem, paciência, é o que há.

 

ps.: Não existe, ou não encontrei..., a versão completa disponível no tubo da sonata mas a audição compensa a maçada de mudar de um vídeo para outro, mesmo perdendo alguns compassos

 

 

                                       

 

publicado às 19:10

A excepção cultural

por jpt, em 24.09.13

Há alguns meses Durão Barroso comentou a posição francesa sobre a excepção cultural no seio da liberalização comercial. A reacção francesa foi iracunda e bastante desvalorizadora da Comissão Europeia, algo que vindo da pátria de Monnet e de Delors não deixou de ser surpreendente. Em Portugal li, logo, algumas céleres vozes criticando o dito de Durão Barroso. Claro, e para além do assunto, há que bater no homem. Por várias razões, uma das quais é esta esquizóide forma de xenofobia lusa, a de dizer mal de qualquer patrício mal ele tenha assomado além fronteiras. A barbárie barrosista foi logo proclamada, não só mas também pela intelectualidade bem-pensante. Na altura lembrei-me disto que se segue, mas não sabia onde estava, depois fui de férias e passou-me. Agora saltou da estante, esta delícia de Amselle, um belíssimo antropólogo francês ("Branchements", 2001, pp. 14-15).

 

"À cet égard, plutôt que de protester contre la domination américaine et de réclamer un état d'exception  culturelle assorti de quotas, il serait préfèrable de montrer en quoi la culture française contemporaine, son signifié, ne peut s'exprimer que dans un signifiant planétaire globalisé, celui de la culture américaine. Si celle-ci, à l'instar de la culture française au XVIIIe siècle, est devenue un opérateur d'universalisation, ainsi que le démontre le sens - France-États-Unis - dans lequel sont produits les remake, cela ne correspond pas pour autant à une situation d'aliénation ou de colonisation de l'esprit français par la puissance américaine, situation stigmatisée naguère par Étiemble à l'aide du vocable "franglais". Parler franglais, c'est peut-être, pour les Français, énoncer la vérité de leur culture, de même que, pour le groupe sarcellois Bisso na Bisso, se brancher sur le rap américain est le meilleur moyen de retrouver ses racines congolaises. Contrairement à ce que pensent les obsédés de la pureté des origines, la médiation est le chemin le plus court vers l'"authenticité" ... Par le biais du "samplage" (sampling) s'exprime l'originalité d'une culture dont on serait bien en peine de dire si elle est française, américaine ou africaine.

 

Talvez pouco interessante para muitos. Mas, e repito, uma delícia, principalmente quando recordo alguns indignistas, furibundos facebuquistas. Colegas, ou quase.

publicado às 02:58

Politeísmo (86)

por jpt, em 23.09.13

publicado às 20:34

 

A Publicidade Outdoor em Maputo:uma reflexão sofre os conteúdos expostos em mensagens no espaço público 

 

Miguel Prista*

 

Como quinzenalmente acontece, amanhã será a sessão dos seminários de Arqueologia e Antropologia. No campus da UEM, às 10 horas.


Resumo

 

A publicidade está presente no quotidiano do cidadão urbano, e mesmo de alguma forma corriqueira no imaginário do indivíduo do meio rural, de maneira suficiente para ser um agente criador de imaginário, definindo conceitos e portanto, comportamentos. Um dos principais objetivos do veiculo publicitário é sem dúvida a instrumentalização de quem a absorve, em consumidor do produto ou serviço que a mesma difunde e de forma unidirecional, visto não haver possibilidade imediata de resposta por parte deste. Atendo à publicidade visual e tendo em conta a característica instantânea de transmissão de mensagem da imagem, podemos afirmar que a publicidade (visual) impõem-se perante o seu consumidor, sem permitir a este a opção de consumo dessa mensagem, e assim, a formação de imaginário. O Publicitário coloca-se como um formador de opinião e de comportamento, com poderes equivalentes ao de uma autoridade publica, a partir de um posicionamento privado, no espaço público.


A imagem, sendo uma superfície que pretende representar algo, que está presente no tempo e no espaço, coloca-se perante o observador sem algumas destas dimensões, como o tempo, retirado ao materializar uma vista ou imaginação, e a noção de profundidade, levando-o à necessidade de um exercício de abstracção para que se posicione de forma fiel à realidade daquilo a que é conduzido a sentir e pensar, ao consumir a imagem. Sendo a imagem publicitária uma ficção por excelência, com grande abordagem fantasiosa, sob o respaldo de ser um “lugar” de criação, ela conduz-nos a um tempo e espaço não esclarecido, sem que isso seja explicito nem assumido à priori pelo consumidor da imagem, o que condiciona desde logo a idoneidade deste sujeito ao absorvê-la.


Pensando na intervenção da imagem publicitária no espaço público moçambicano, e restringindo neste ensaio, à rua, podemos observar uma forte presença, e portanto interferência no imaginário coletivo, de publicidade em formato outdoor e muros de edifícios, corporativos e privados, como
plataformas de transmissão desses conteúdos criativos. A estes Outdoors propagandísticos, nos focaremos na presente comunicação, avaliando os seus conteúdos imaginísticos, conceitos em si embutidos, relação com o espaço público e relação destes conteúdos com a arte e seus fazedores.


Qual a relação do artista e do designer no diálogo destas plataformas de comunicação com o cidadão, com a sociedade civil e com formação de opinião por parte dos diferentes públicos consumidores de suas mensagens? A comunicação aborda conceitos chave da filosofia da imagem e construção de memória e é acompanhada de imagens fotográficas do espaço público, a serem analisadas sequencialmente constituindo o corpus fotográfico do ensaio, como uma mostra das fontes de produção de imaginário coletivo que a cidade de Maputo sustenta, por vezes em detrimento de outros elementos urbanísticos com características informativas, estéticas e mesmo de lazer, que aos poucos vão perdendo seu espaço, ou nunca o chegam a alcançar.


* Cientista Social, licenciado pelo Instituto de Humanidade da Universidade Candido Mendes (RJ/Brasil), trabalha com audiovisual, arte e educação, com enfase no uso do audiovisual como ferramenta de pesquisa. Leciona a cadeira de Fundamentos de Antropologia Visual pelo Departamento de Arqueologia e Antropologia da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da UEM, desde 2011.

 

publicado às 10:34

Sortido dominical

por jpt, em 22.09.13

"Porque é que Angela Merkel vai ganhar as legislativas alemãs de domingo?", de Helena Ferro Gouveia. Também porque como diz "O futuro de Portugal também passa por aqui : por compreender os países vitais, como a Alemanha, num momento em que o mundo está em profunda transformação,". E o furibundismo (em particular o internético) é um fortíssimo obstáculo à compreensão, seja lá do que for. Por isso tanto vale ler este texto.

 

Dodge City, de Henrique Fialho. Interessante texto sobre o (clássico filme de) Michael Curtiz.

 

"Um hálito de Laura Dern" de Manuel S. Fonseca. Um bela apologia de "Um Coração Selvagem" de Lynch.

 

Elogio das Autárquicas, postal de Pacheco Pereira. Concordo. Realço: "É fácil gozar com os candidatos das autárquicas e a Rede está cheia desse gozo ... Gente que não é capaz de dizer nada contra a campanha ilegal de Menezes, em que o dinheiro escorre por todo o lado, as listas “Isaltino” e “Valentim Loureiro”, as propostas absurdas de manuais escolares e medicamentos gratuitos para todos, tuneis e pontes por todo o lado, propostas chocantes em candidatos do PSD e CDS, e capaz de no virar da esquina vir exigir os cortes retrospectivos às pensões dos reformados e despedimentos nas função pública (e silêncio sobre os trabalhadores das autarquias que irão para a rua depois das eleições…), e desatar-se a rir com as cenas dos candidatos mais boçais, os cartazes ridículos, as palavras de ordem de duplo sentido, os trajes domingueiros e casamenteiros de candidatos e candidatas. De facto, eles não têm dinheiro para pagar a agências de comunicação, contratar empresas de marketing político e comprar centenas de outdoors.". Está tudo ao contrário.


As Necessidades e a Porcaria, postal de Rui Rocha no Delito de Opinião. Rui Machete, o actual MNE português, é um homem com muito má fama. E com algum proveito. Lucrou com a corrupta trapalhada do BPN. E aldrabou sobre o assunto. Tem que sair do governo, já. Se não sair tem que sair o governo. 

publicado às 19:19

O que eles tocavam, como eles tocavam, e o que deles diziam outros não completamente parvos quando sentados à frente de uns bocados de marfim e de ébano. Ouçam!Vejam! Ouvejam!


publicado às 23:07

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