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Personalidade 2013 em Portugal

por jpt, em 29.12.13

 

Ao longo dos blogo-anos aqui várias vezes referi que entendo a desagregação do Sporting Clube de Portugal como uma verdadeira montra dos processos de patrimonialismo populista que escavacou o país: o Sporting tal e qual Portugal. Não vou repetir argumentos, resmungar contra os atentados à economia de mercado produzidos pela falsificação das apostas mútuas desportivas produzido pelas mafias da bola, nem, o que é muito mais significativo, vociferar contra o conglomerado banca-construção civil que vampirizou o país e, notoriamente, o clube, face a um povo (o sportinguista e o português) hesitante, alienado, expectante diante do brilho oriundo das chamadas elites sociais, corruptas e estadodependentes, e do culto dos senhores engenheiros e da sua honestidade, determinação e competência.

 

Nem que seja por ter dado um pontapé nas vísceras dessa mitologia reaccionária, toda "Antigo Regime", Bruno Carvalho é a personalidade 2013 em Portugal.

 

Com mil Brunos construíamos um império. Interno.

  

Com apenas um Bruno talvez safemos o clube, tudo o perspectiva. E talvez se consiga mostrar ao povo que os "engenheiros" e os "finos" não prestam. Nem moral nem profissionalmente. Que não se justifica trocar o futuro do país por um creditozito para amenizar o Window Shopping e pelo descanso do clubismo partidário.

 

 

 

 

publicado às 19:02

Personalidade 2013 em Moçambique

por jpt, em 29.12.13

 

 

É mera superstição matemática isto de acharmos que após determinado número de dias acaba qualquer coisa, um ano por exemplo, e que devemos fazer rescaldos do que se passou no último naco de tempo, para a este impor marcas. Também é certo que a vida sem estas coisas, superstições e marcações, teria menos piada. Por isso mesmo escolho a personalidade moçambicana do ano.

 

Certo que num ano tão complexo para o país muitos poderão olhar outros redutos do social. Para mim a personalidade pública que mais se destacou foi a Associação para o Desenvolvimento Cultural Kulungwana: constante no apoio privado (ainda que não economicista) às artes plásticas, com um painel cuidado de exposições e de colaborações; muito bem sucedida na realização do Xiquitse - temporada(s) de música clássica em Maputo, algo cada vez mais sedimentado, descentralizado e com público local. Mas mais do que tudo com a belíssima iniciativa, investimento, de participar na 6ª Feira de Arte de Joanesburgo, aí apresentando uma boa exposição, “TempoRealTime”, fotografias de Filipe Branquinho, Mario Macilau e Mauro Pinto. Belos trabalhos excelentemente apresentados, numa acurada curadoria de Berry Bickle. A mostrar um caminho cosmopolita, na realização e na produção, que urge nas artes moçambicanas. E, sem qualquer hesitação, no resto das actividades nacionais.

 

Por isso aqui fica a minha vénia à Kulungwana!

publicado às 18:40


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