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O centenário Orson Welles

por jpt, em 06.05.15

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Hoje é o centenário de Orson Welles. Se se diz que o cinema é (ou deve ser) "bigger than life" Welles foi, e de que maneira, "bigger than cinema". Da sua obra e da personalidade há muito para acompanhar (por exemplo ver este Wellesnet, com ligações e notícias sobre o cineasta). Após a radical autonomia inicial em "Cidadão Kane" foi balizado, estreitado, pela indústria, em conflitos ferozes e que apoucaram a sua obra. A esse propósito será (marginalmente) interessante v(l)er quantos daqueles que agora, a propósito da efeméride, lamentam tais tenazes mas que sempre resmungam contra os financiamentos ao cinema, à liberdade criativa dos realizadores, como sendo luxo social desnecessário. Enfim, contradições do rame-rame opinativo.

 

Aqui deixo dos trechos que mais me marcaram, ainda hoje: esta sequência do meu filme preferido de Welles

 

 

E para corolário a célebre cena de "O Terceiro Homem", súmula de filosofia política que o actor Welles meteu no argumento - e pouco importa se historicamente errada - um momento inesquecível:

 

 

publicado às 11:00

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 O Exmo Senhor Presidente da República aplaudido efusivamente pela Exma Senhora Ministra da Agricultura ( e mais coisas) durante a visita à Noruega, propõe uma nova forma de cozinhar o fiel amigo a acrescentar a outras receitas clássicas como "à Zé do Pipo", "à Braz", "à Gomes de Sá", "à Narcisa" ou ainda "à Minhota" ou "à Margarida da Praça"

O "Bacalhau à Nosferatu de Boliqueime" deve servir-se como a vingança e como o próprio criador: frio e seco, terminando sempre o lauto repasto com um inusitado por extemporâneo bolo-rei.

*foto de Cotrim/ Lusa

 

publicado às 09:48

Ainda o "1974" de Filipe Verde

por jpt, em 06.05.15

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Sobre este "1974" de Filipe Verde já deixei duas breves  notas - quando o li em versão final; e passado um mês do seu lançamento. Volto a referi-lo aqui: amizade oblige.

 

O livro tem passado sem grande atenção na imprensa escrita, o que será até normal (um primeiro romance; há muitas publicações no mercado nacional; o autor não tem ligações ao mundo do  jornalismo). E o tema, à primeira vista pouco atractivo para o ambiente moral do universo mediático português.

 

Vi apenas uma recensão simpática no Diário de Notícias. E também algumas curtas referências no nosso meio, o blogal. Por isso regresso ao assunto, crente que a divulgação boca-a-boca (ecrã-a-ecrã) é o meio de divulgação preferencial. E esperando que possa fazer algum visitante aceder a um bom livro, assim fruir.

 

A melhor maneira de o fazer é através das palavras do autor. Ele esteve no programa da TVI 24, "Palavra de Escritor". Quem quiser ver essa entrevista (quinze minutos) poderá fazê-lo através desta ligação

 

E depois, se alguém se convencer a experimentar o "1974" (editora A Esfera dos Livros) já se terá justificado este postal.

publicado às 09:23


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