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Fui mais vezes ao Porto neste 2015 do que no meu anterior meio século, isto apesar de filho de portuense. Coisa de por lá ter coadjuvado uma disciplina num mestrado. Foi maneira de voltar ao meu pai, claro. Mas também de aprender a cidade, de saber amar o Porto, uma tarefa que apenas iniciei e para a qual ainda me faltará algum caminho. Fui sempre muito bem recebido, "terra de boa gente" julgo ter ouvido dizer que assim lhe chamam.

Um desses dias colega cicerone levou-me à obrigatória Ribeira e depois fez-me escalar uma enorme escadaria, tortuosa, bela. E bem íngreme para este fumador. Ao cimo dessas "escadas do Barredo", usufruindo a vista perguntei se aquilo era costume, se levavam todos os visitantes e a mole turista por aquele morro acima. Que "não", disse-me, que também não subia aquilo há décadas. Ri-me num "fui praxado". E continuámos a calcorrear a cidade, ainda que eu assim passado a trôpego. Nisso encontrei loja de "souvenirs" para turistas, aquelas das camisolas do Cristiano Ronaldo e dos Galos de Barcelos. Entrei e, para riso espantado da minha companhia, perguntei se tinham t-shirts com o obrigatório dístico "Eu subi as escadas do Barredo". A vendedora, dona de sotaque e tudo, nunca ouvira falar, nem de tal t-shirt nem da própria escadaria. Sorri-me, nisso até anunciando uma veterania, vera minha condição de portuense, mulato portuense-transmontano a bem dizer ...

Passado algum tempo a cicerone manda-me esta t-shirt, de sua autoria (desenho e estampagem). Um exemplar único que aqui mostro todo ufano. A sonhá-la o meu contributo, bem menor, para a cidade. E também minha reclamação da condição portuense.

publicado às 17:39

O Pátio das Cantigas

por jpt, em 18.08.15

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Fui ver, em app pai de família, apesar das críticas negativas (sempre liguei pouco às críticas de cinema). Agora, depois, nem concordo com muito do que li, há condimentos do filme que me agradam: um feixe de actrizes portuguesas muito bem torneadas e agradáveis à vista, um actor reencarnando Ribeirinho em versão DJ internacional que vai bem - contrariamente a todos os outros, em particular os mais consagrados Cavaco e Guilherme, quase tétricos (o que me desiludiu mas não me surpreende assim tanto, desde José Pedro Gomes e António Feio que não vejo um único actor de humor em Portugal). Também gostei da cor do filme. E do final, a lembrar-me o The Second Best Exotic Marigold Hotel, em versão teatro amador. 

 

O filme é fraquinho, a fazer-me lembrar algumas das comédias fílmicas daquelas décadas de 40 e 50, as "gloriosas" costuma-se dizer quando se esquecem as mais esquecíveis de então. Tem acima de tudo um defeito: o argumento é muito frágil. Desconexo. Se calhar preguiçoso ou apenas destalentoso. E incapaz de esconder que o humor é muito difícil. E que, para o ser, tem que parecer fácil.

 

Vale a pena ir ver? Vi-o no cinema Alvalade (City, chamam-lhe agora, sei lá porquê). O declive da sala é bom. E tem um menu: por 9 euros refeição, bebida e bilhete (eu não comi mas reparei). Why not? Vale bem mais do que um prato de caracóis.

 

É certo que a gente também pode comer qualquer coisa em casa:

 

 

[Esta semana começa um ciclo de Jacques Tati no Nimas: imperdível].

publicado às 09:33

Relativamente às próximas eleições, legislativas e presidenciais, em Portugal pertenço ao grupo que os sondageiros apelidam de "indecisos". Ou seja, sei em quem não votarei mas não sei se e/ou em quem votarei. E devido a um complexo contexto não estou muito concentrado no assunto, três eixos que me apartam ainda mais da política, uma mescla de razões pessoais, profissionais e da minha inscrição na sociedade civil. Neste último âmbito recordo que começou agora o campeonato e amanhã o Sporting joga o apuramento para a Liga dos Campeões, talvez o jogo mais importante do ano. Mas como no postal anterior aqui no blog o MVF referiu, criticamente, a possível candidatura da ex-ministra socialista e ex-presidente do PS, Maria de Belém Roseira, não me posso abstrair totalmente da questão. Pensei. E apenas me ocorre dizer isto:

 

 

 

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publicado às 02:02


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