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A Esquerda Erótica

por mvf, em 04.09.15

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Depois do futebolista Quaresma e da espécie de actriz Rita Pereira, cabe agora a vez à política despir-se de preconceitos. Joana Amaral Dias, ex-deputada do Bloco de Esquerda e líder fundadora do não-sei-quantos, faz capa - ela amais o seu namorado - da revista Cristina.

Aparece a antiga estrela da esquerda erótica nua mas com as mãos do namorado a recatar-lhe as partes intímas como qualquer biquini de gola alta, os dois em pose (e produção) que apela a um erotismo de terceira categoria em vez de uma ternura natural adequada à circunstância pré-natal. Mas isso penso eu que sou um moralista. Que se podia querer? A estridente e roliça Cristina Ferreira, dizem-me que excelente profissional o que para o caso pouco interessa, é a Oprah Winfrey da Malveira, a revista com o seu nome uma Vanity Fair do sopeiral e com esta patetice a Joana atira-se para uma  Demi Moore de contrafacção (abaixo a referência de 1991).  Enfim, isto de fazer capas com mulheres em estado interessante tem sido recorrente em várias publicações e já vimos para além da rapariga Moore, o borrachão Claudia Schiffer (Vogue) ou a Jessica Simpson (Elle) nos mesmos preparos mas em retratos mais capazes - peço desculpa ao fotógrafo que disparou à queima-roupa para a publicação portuguesa mas atirou ao lado - e daí não veio nem virá mal ao mundo mesmo se não prima pela originalidade.

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Certo é que se a Joana não precisava disto, muito menos em plena campanha eleitoral, o desfile de gente famosa na capa do magazine vai desde o putativo candidato presidencial Marcelo, ao comediante Araújo Pereira, passando pelos já citados e despidos Quaresma e Rita ou mesmo pela cantadeira Mariza. Parabéns pois à Cristina Ferreira que lhes sacia as vontades e vaidades, deixando de caminho um tão sentido como humilde apelo à gentil menina:

Não convide pela nossa saúde e entre muitos outros, a sua concorrente na gritaria e deputada do PEV, uma espécie de MDP/CDE em bera, a revolucionária Heloísa Apolónia ou pior, a desagradável sindicalista Ana Avoila, para posarem despidas, evite pensar em Ferro Rodrigues ou Diogo Feio, este cujo apelido coincide com a condição, para desnudos ilustrarem a publicação que superiormente dirige. É que, como decerto sabe, as fileiras da emigração e as urgências dos hospitais públicos estão suficientemente compostas.

 

 

 

publicado às 07:47


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