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Há uns dias escrevi sobre Espanha. E chegou. Também concluí que a vitória do PSOE foi uma vitória do terrorismo. Até neste blog de canto esconso levei com discordâncias, via mail acima de tudo.

 

Breve regresso à questão (e último?) apenas para citar "Pacheco Pereira":«O que me interessa não é a análise espanhola ou europeia, ou americana, é a análise da Al-Qaeda».É mesmo isso. Ao invés do que leitores me escreveram, e ao de tantos outros, que se ficam no considerar que ligar a vitória do PSOE ao terrorismo é um crime lesa-democracia. Mas considerar isso em nada nega a legitimidade das opções espanholas. Apenas, mas um enorme apenas, frisa que decerto entenderam os terroristas a sua acção como um enorme sucesso. O que lhes dá alento, bem como o dá aos seus apoiantes. Cristalino como água mineral.Mas ainda que simples conclusão isso exige elementar exercício. Tentar entender como pensam os outros (neste caso terroristas e seus adeptos). Entender-lhes lógica de acção e de prospecção. E não ficar encerrado nos nossos princípios. Neste caso nas odes aos valores do voto livre, da alternância. Ou na festa pelas nossas opções, neste caso das político-partidárias respectivas. Assim ficam presos, assim incapazes de entender.Não é pedir muito. Parece. Mas em alguns casos será. A este respeito dois exemplos de humor imbecil, encontrados logo hoje pela manhã, em gente incapaz de dar o salto da sua "casinha tão modesta quanto eles":- o inefável Barnabé a considerar o óbvio raciocínio de Pacheco Pereira como estando ele "refém da Al Qaeda". É até cansativo ver uma auto-reclamada esquerda, aquela das tarjetas multiculturais e internacionais, tão autocentrada, incapaz de praticar os próprios slogans. Nada de novo, mais um efeito (o desta década) do reaccionarismo da dita esquerda portuguesa, tão autóctone ela é.- e de sinal contrário, um tão superficial arauto dos americanos, típico exemplo de uma auto-reclamada direita [por onde andará a direita europeia, tão anti-americana ela própria in illo tempore?], o Homem a Dias, que remata: "Quer dizer, chamar "países" a coisas como a Jordânia, Marrocos e o Paquistão (os mais antiamericanos) demonstra um espírito de abertura que não é para todos."

 

Para quê perder tempo a ecoar dislates? Não exactamente por eles. Mas ainda que sendo óbvio que este mundinho dos blogs lusos não representa (não quer?, não pode, e não o faz) o país, isto irrita.Pois quando neste meio se ouvem tantas loas a pensadores como estes, só resta esperar que seja esta uma dimensão muito particular, muito reduzida, do país que se vai tentando ser, de um país menos pequenino do que vai sendo.

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publicado às 13:13


1 comentário

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De jpt a 01.07.2008 às 12:41

Está mais que visto, afinal as nossas opiniões sobre o significado da vitória do PSOE são mais divergentes (muito mais) que acerca do imbondeiro. A minha está fundamentada e, se calhar, até demais por excesso de palavreado. A sua tb pq se dúvidas houvesse nada como ir ler o JPP.Cada um nas suas, pois. Haja Deus, digo eu que sou Ateu (graças a Deus). Abraço.

Publicado por: João às março 19, 2004 07:19 AM
http://boaacima.blogs.sapo.pt/

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