[espero vir a engolir este apontamento...]
1. O futebol é um exagero português. O Euro-04 é uma imbecilidade portuguesa.
2. O presidente da federação é uma incongruência. Sempre o foi, mas a barracada coreana demonstrou aos mais distraídos a sua ridícula incompetência. E a sua indignidade arrogante: não se demitiu e respondeu às críticas com um relatório de 69 pontos. Um insulto para os aficionados, um escárnio para quem lhe financia a aventura organizativa.
Para sobreviver - apenas para isso - foi buscar Scolari. Prova disso é que já tinha outro treinador convidado. A contratação de Scolari foi em desespero de causa.
3. A selecção jogava melhor (e já eram apenas jogos-treino) com Nelo Vingada. Jogava melhor, rematava mais (Scolari chegou e disse que era preciso rematar mais, e vê-se o resultado) e até marcava mais.
Mais de um ano depois a selecção joga mal, sempre. Há tontos, como Gabriel Alves, que dizem que em Maio o seleccionador "terá vinte dias para preparar a equipa": vinte dias? E até agora, que se fez? Se o homem fosse português todos exigiriam a demissão de Scolari. Há muito. Como é estrangeiro aguentam, na expectativa.
4. Como cidadão e como emigrante prefiro o provincianismo a qualquer xenofobia. Mas não há dúvida, toda esta tontice destapa um país de provincianos.
PS. Madaíl foi governador-civil e deputado da República. E voltará a sê-lo, acredito. Pois opróbrio não é do léxico político.