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Ontem e hoje foi quarta-feira europeia, velha noção agora desvalorizada pela profusão de jogos. Gloriosa.

1. Deliciei-me com a derrota do Real Madrid. Apesar do Figo e do Carlos Queiroz - o macua galáctico, como aqui lhe chamam, por ter nascido em Nampula -, até porque a este até já lhe perdoei aquela substituição do Paulo Torres.

Porque tendo a torcer pelos mais fracos, desde que não anti-joguem? Um pouco. Porque gosto das surpresas e das reviravoltas que "ficam para a história"? Também um poucochinho. Mas acima de tudo por Morientes. Desprezado, dispensado, emprestado. E agora devastador, "tomem lá pinhões!". !

 

Quem nunca se sonhou Morientes? Olé

 

2. Deliciei-me com a derrota do Milan. E nada a ver com o Berlusconi. Pela reviravolta, pelo "milagre", pela fúria. Futebol.

 

3. Torço sempre contra o Porto. Excepto quando joga com o Benfica.

Acho risível quem diz que os clubes representam o país e que os devemos apoiar. Um clube português representa tanto o país como uma empresa, como a CGD ou o BCP aqui ou o Santos que tinha o restaurante Encontro em Pemba, e depois abriu a Tasca, e hoje anda por Nacala.

Posso simpatizar com os meus patrícios, ou não. Mas eles não "representam o país"! Ninguém lhes outorgou esse direito e dever. Representam-se, e a quem os apoia.

Acho uma falta de sentido nacional, uma parvoíce, uma barrasquice, confundir a representação nacional com um clube, empresa ou indivíduo. Uma imbecilidade repetida à exaustão, como se fosse um dogma, por gente que não pensa. Ou pelo menos, não pensa sobre isto, e fala enfatuada e até crítica.

Futebol é identidade e competição. Respeito o suficiente o Porto e (por enquanto) o Benfica para torcer sempre contra eles. São os rivais.

Hoje torci pelo Porto, jogam que se fartam.

4. Como é possível meter um brasileiro na selecção nacional e depois não meter o Maniche que joga o que joga e com ele se entende de olhos fechados?, pergunta o sportinguista ferrenho.

5. Não sou treinador de bancada. Não sei de futebol o suficiente. Sei sim duas coisas:

- as regras: mas estas devem ter mudado - o mês passado ouvi um comentador da RTP, dinheiro público então, a dizer que um árbitro tinha feito muito bem em não marcar um penalty pois tinha dado a lei da vantagem. Pena que não tivesse sido golo. Disse-o, contei, três vezes. É pago com dinheiro público. Espero que as leis tenham mudado. Ou então que mudem o indivíduo.

- e que ver um jogo ao vivo é diferente do que na televisão. O que se pede a quem comenta é que nos diga o que se passa no campo, em especial como jogam as equipas. Isso não se vê bem no ecrã. Tenho seguido a Liga dos Campeões com comentadores americanos (sim, os do soccer), franceses, sul-africanos, angolanos.Não é mania de dizer mal, mas todos são incomparavelmente melhores do que os da RTP.

publicado às 22:15



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