Para quem passa por aqui encontrará os apontamentos mais de sorrisos, mais exóticos, mais desinteressantes, mais informativos, sei lá. Um mais franco para variar, como o anterior?
E face a cada apontamento quem comenta é livre de dizer o que quer. No anterior está um comentário que diz "Aqueles que dão o pouco que tem não merecem esta desconsideração".
Escrevi exactamente sobre quem acha que a caridadezinha se chama solidariedade, quem acha que "tem pouco" e "que o dá" - fosse eu cristão e gritaria o "pecado" que é pensar-se que se tem pouco no meio deste mundo: soma de gula e de soberba. Ou será mera hipocrisia?. E enquanto tudo fazem (mesmo que encerrados no não-fazer) para se manterem nos seus privilégios, que não são nada pequenos. São exactamente esses que merecem toda a desconsideração.
E não me falem dos excluídos sociais. Pois não são esses que fazem o folclore de que falo. E não merecem ser biombo do umbiguismo geral.
Já agora olhar em volta, nem que seja para tentar perceber quantas décadas é que podem restar disto assim, não vá algo mudar apanhando-nos ainda nos lares de depósito. Será uma maçada, alguém terá que pagar o meu subsídio de funeral, e o resto que se lixe.
"Já agora, Zé Flávio, que tens feito para melhorar tudo isso?", pergunta o Abstracto Comentador. Hesito, até reflicto, e digo francamente "mas quem te disse que me estou a considerar?"