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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
"Da Ilha regressam amigos, mais do que agradados." e narrando o seu passeio. Pelo meio não esquecem de referir, e com entusiasmo apesar de serem gente entendida, o por lá terem encontrado as Férias em Português, montadas pelo Instituto Camões.
Surpreendem-se com o meu esgar, nem o entendem. "Os miúdos estavam todos contentes" afirma-me o meu amigo, cuja presença da mulher, ali a anuir, obviamente torna menos cáustico. Efeitos que elas têm, e ainda bem.
Eu a resmungar, tanta coisa estruturante e tanta coisa festiva a pedirem para serem feitas para articular culturas entre-países, visões assim mútuas, abrir as cabeças. E disso tudo que pensa, que conceptualiza, que executa o meu Estado? Junta as criancinhas, coitadinhas, pobrezinhas, leva-as para as actividades lúdicas ali junto à praia, elas divertem-se, uma comida extra claro está, até leite presumo.
[Colónia Balnear "Um Lugar ao Sol", sito na Costa de Caparica. Pertença da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT). Fotografia do arquivo Inatel]
"Férias em Português", há-de haver fotos várias, hão-de sair nos suplementos institucionais, os pretinhos felizes, e tão agradecidos estão eles. Provando também o quanto se faz pelo ensino da língua pelo mundo fora, claro está, vejam-nos tão bem, fruindo no português apesar das tantas dificuldades que vivem no dia-a-dia, tão apetitosos do saber são eles.
Mas não se lhes dá apenas o jogo, o brincar, que eles tanto desconhecem, também têm "formação" em coisas sérias e boas, valores para o pensar e agir, para que venham eles a ser melhores adultos. Para que prossigam mais.
[Colónia Balnear Marechal Carmona, na Foz do Arelho, pertença da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT). Fotografia do arquivo Inatel]
Não há tino? Não há cabeças? As perguntas são inúteis, os anos passam e também as caras. Mas não as ideias.Pois nada mais conseguem pensar que montar filial da Colónia Balnear "O Século". E pior, bem pior, é que até estão convictos. E continuam.