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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
É sabido que na África do Sul se come mal. Ou seja, come-se muito. E coisas boas. Bela carne, sim senhor. E toda a outra tralha, sim senhor, que tudo aprenderam a copiar com o bloqueio, e com honesto arreganho. E com tamanho apetite são generosos na oferta.
Mas, coitados, não são muito dados à cozinha. É mais botar na grelha e alongarem-se em molhos lá para cima. Químicos, claro. Não são muito dados a preliminares. Na cozinha, pelo menos.
Daí que ando há meses para notar uma muito honrosa excepção. Ali à capital do Mpumalanga, um vale que tem vindo a crescer a olhos vistos, regionalização de lá, alguma paz racial ainda, e o dinheirinho aqui de Maputo, tudo isso a fazer crescer essa Nelspruit.
É chegar via Maputo, nem entrar, virar à esquerda entre o Mr. Price e o Valência. E subir poucochinho ao Bambu Azul. Comida cozinhada, imaginação até, paciência também, um toque de exótico. E sala arejada, decoração assim modernaça, quase como lá na Europa. E, dizem, bar à noite com ar de divertido. Ah, adega. Adega. Requinte por estas zonas.
The Blue Bamboo. Em terra boer, quem diria.