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Auto-Censura

por jpt, em 03.05.04

Preâmbulo ao apontamento seguinte. Cooperante contratado, era o que me faltava botar discurso sobre medidas tomadas no ministério que me abona, ainda que noutro organismo que não aquele ao qual respondo. Suicidário não!

Entenda-se, acredito que o Estado português é democrático. Posso, se assim o entender, criticar o governo, os ministros, o estado da arte. Posso resmungar, no café, no partido (se o tivesse), no blog, no jornal, até "anunciar na TV". Pequenino, ninguém se aborrecerá. Mas botar faladura sobre assuntos e gentes mais próximos de quem me manda, mesmo assim pequenino, nada feito, há-de sobrar algo. Entenda-se, e bem, falo do Estado, não de um qualquer governo. São as coisas de blogar a céu aberto.

[O Ma-schamba começou incógnito (mas não anónimo, era só perguntar o nome) para não ficar clube de amigos. Quando me irritei com umas politiquices portuguesas e botei opinião assim tipo resmungo meti-lhe o nome. Acho que é legítimo escrever anónimo ou mascarado. E mais, acho óptimo. Mas também acho legítima a minha irritação com quem está dentro dos sítios a escrever anonimamente (apenas incógnito para os amigos?) botando faladura sob agenda própria ou partidária. É legítimo? É! Mas, e repito-me, irrita-me. Por isso me irritam esses blogs pré-socráticos - que me desculpe a discordância o professor da aldeia, se aqui vier].

Exagero? Não, conheco duas pessoas que perderam os empregos nos últimos anos por terem escrito ou reenviado emails criticando as suas tutelas. [É um facto que surge horrível. Mas também me pergunto, como se pode trabalhar em/com se se está visceralmente contra? Enfim, teias que o funcionalismo público tece].

É bonito? Nada, mas são as regras do jogo. Qual jogo? O jogo do leite da Carolina e da ração da Joana. E do meu whisky novo. Vá lá que a Inês se amanha sozinha, e bem melhor do que eu, valha-nos a sua cabeça.

Fim de preâmbulo.

publicado às 17:06



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