Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




durasescrever1

Creio que é isso que eu censuro aos livros em geral: o facto de não serem livres. Vêmo-lo através da escrita: são fabricados, são organizados, regulamentados, poderíamos dizer, conformes. Uma função de revisão que o escritor tem muitas vezes em relação a si próprio. O escritor, então, torna-se no seu próprio chui. Quero dizer com isso a procura da boa forma, quer dizer, da forma mais corrente, mais clara e mais inofensiva. Há ainda gerações de mortos que fazem livros pudibundos. Mesmo os jovens: livros encantadores, sem qualquer prolongamento, sem noite. Sem silêncio. Por outras palavras: sem verdadeiro autor. Livros diurnos, de passatempo, de viagem. Mas não livros que se incrustem no pensamento e que digam o luto negro de todas as vidas, o lugar-comum de todos os pensamentos.” (35)“O insulto é tão forte como a escrita. É uma escrita, mas dirigida. Insultei pessoas nos meus artigos e é tão satisfatório como escrever um belo poema.” (38)

Não encontramos a solidão, fazêmo-la.” (17)(Marguerite Duras, Escrever, Difel, 2001, Tradução de Vanda Anastácio)

publicado às 02:34



Bloguistas







Tags

Todos os Assuntos