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[Mikhail Bulgakov, Novela Teatral, Madrid, Alianza Editorial, 1967, tradução de José Laín]

Releio estas desventuras de Bulgakov, aqui feito este Serguei Leontievich Maxudov, em tentativas de fazer representar a sua primeira peça "Neve Negra". E nisso a bater no muro, intransponível, de uma gerontocracia (artístico-teatral, no caso) na qual o conservadorismo é questão da sua sobrevivência, manutenção de estatuto, nem mesmo lhe vem de coisas estéticas. Que nem todas as opressões são Estaline, suspira a azeda novela, de canelada em canelada nas proas académicas de então - Stanislavski, Ostrovski -, às teorias sacralizadas. E às hierarquias meritocráticas por elas estabelecidas: "... Ivan Vasílievich - que llevaba cinquenta y cinco años de director artístico - había inventado una teoría famosa, y que todos consideraban genial, acerca de cómo el actor deve preparar su papel. Ni um solo momento he dudado de que la teoría era realmente genial, pero su aplicación práctica me sumía en la desesperación." (202)

Nisto, claro, surgirá, mesmo que em mera passagem, o Gato de Bulgakov, o magistral Gato Heurístico: "El gato es un estúpido - replicó Bombardov ... - padece miocarditis y neurastenia. Se pasa el día entero echado en la cama, no ve a nadie y, lógicamente, se assustó." "!El gato es uns neurasténico, conforme! - grité - Pero tiene buen olfato y comprendió perfectamente la escena. !Se dio cuenta de que era falsa! ? Comprende? ! Repugnantemente falsa!" (170).

Vale sempre a pena o Gato do Bulgakov.

publicado às 01:21



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